
por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- O volume de vendas do comércio varejista no Brasil registrou uma leve queda de 0,1% em janeiro de 2025, na comparação com dezembro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (14). Esse é o terceiro mês consecutivo de retração, refletindo a desaceleração da economia diante de um cenário de inflação persistente e juros elevados.
Mesmo com a queda mensal, o setor apresentou crescimento de 3,1% em relação a janeiro de 2024 e acumulou alta de 4,7% nos últimos 12 meses. Apesar do desempenho positivo no comparativo anual, o comércio ainda opera 0,6% abaixo do recorde histórico registrado em outubro de 2024.
Entre os setores com maior impacto no resultado, os hiper e supermercados, além de produtos alimentícios, bebidas e fumo, registraram retração de 0,4%, enquanto o segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria teve uma queda de 3,4%, a quarta consecutiva. Outros setores que apresentaram recuo foram tecidos, vestuário e calçados (-0,1%) e móveis e eletrodomésticos (-0,2%).
Por outro lado, algumas categorias registraram crescimento, como equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,3%), combustíveis e lubrificantes (1,2%), além de livros, jornais, revistas e papelaria (0,6%). O comércio varejista ampliado, que inclui veículos e material de construção, teve uma alta de 2,3%, impulsionado por veículos, motos, partes e peças (4,8%) e materiais de construção (3,0%).
O desempenho do comércio varejista reflete a desaceleração da economia, acompanhada pela estagnação da indústria e pela queda de 0,2% no setor de serviços em janeiro. A política monetária restritiva, com a taxa Selic mantida em 13,25%, tem dificultado o acesso ao crédito e impactado o consumo.
Apesar do cenário desafiador, analistas ainda veem algum suporte ao consumo das famílias, impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido e pelo aumento da massa salarial. Para 2025, a expectativa é de um crescimento do PIB em torno de 2%, podendo ser impulsionado por medidas do governo para estimular a economia.
Fonte: Isto é Dinheiro; O Globo; Uol Economia; R7; TV Cultura; Veja; Agência Brasil
Foto: Reprodução
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
Rádio Cidade FM
