
por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- O aumento dos preços dos alimentos tem um impacto ainda maior sobre as famílias de menor renda no Brasil. De acordo com um levantamento do coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), André Braz, o grupo de alimentos representa atualmente 22,6% da renda de quem ganha entre um e um salário mínimo e meio. Em 2018, essa fatia era de 18,4%.
Enquanto isso, para as famílias de alta renda, o peso da alimentação é menor, representando 11,3% das despesas, contra 9,2% há sete anos. Esse cenário torna a cesta de consumo mais restrita para a população de baixa renda, amplificando o impacto da inflação sobre esse grupo. Desde o início da pandemia da Covid-19, em 2020, os preços dos alimentos acumulam alta superior a 55%, ultrapassando o avanço da inflação geral no mesmo período, que foi de 33,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,16% em janeiro, marcando o quinto aumento consecutivo no setor de alimentos e bebidas, com destaque para o encarecimento do café e da cenoura. Apesar de uma desaceleração nos reajustes desde novembro do ano passado, André Braz avalia que a queda nos preços não acompanha a mesma intensidade das altas anteriores, prejudicando ainda mais o poder de compra das famílias mais vulneráveis.
Fonte: IPCA; IBGE; CNN Brasil; Uol Economia; G1
Foto: Reprodução
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
Rádio Cidade FM
