
por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- O governo Lula segue ampliando promessas de investimentos em educação, mas, na prática, o cenário é de atraso e burocracia. Nenhuma das 1.894 obras cadastradas no Novo PAC Seleções foi iniciada, apesar da previsão de R$ 12,8 bilhões em investimentos. Enquanto isso, o governo federal anuncia mais R$ 2 bilhões para a construção de novas creches, mesmo sem conseguir destravar os projetos já aprovados.
O Ministério da Educação e o FNDE reconhecem que mais de mil projetos sequer enviaram documentação para análise. A Caixa Econômica Federal, responsável por essa etapa, liberou apenas 387 projetos para licitação – menos de 20% do total. O FNDE, por sua vez, separou apenas R$ 2 bilhões dos R$ 13 bilhões prometidos.
O governo argumenta que o atraso se deve à complexidade burocrática e à falta de estrutura técnica em municípios menores, mas os problemas vão além disso. A falta de prioridade na destinação de emendas parlamentares para a educação e a lentidão nos trâmites federais travam o avanço das obras. Enquanto isso, Lula cobra resultados de seus ministros, já de olho nas eleições de 2026.
Essa não é a primeira vez que um programa federal de infraestrutura educacional patina. O Pacto pela Retomada, lançado em 2023 para reativar obras paradas de governos anteriores, também sofreu com a paralisia. Das quase 4.000 obras previstas, nenhuma havia sido retomada um ano depois do lançamento, e até agora menos de 300 foram concluídas.
O discurso de valorização da educação contrasta com a realidade dos investimentos. Enquanto o governo promete novas escolas e creches, pais, alunos e professores continuam à espera das obras que deveriam ter saído do papel há muito tempo.
Fonte: Agência Brasil; Folha de São Paulo; Amazonas Atual; Diário do Nordeste; O Globo;
Foto: Diário do Nordeste
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
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