
por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou, nesta sexta-feira (24), uma carta aberta na qual denuncia a “paralisação” da reforma agrária e cobra do governo federal o assentamento de 100 mil famílias acampadas. O documento é resultado da reunião da Coordenação Nacional do movimento, realizada pela primeira vez na Amazônia, em Belém (PA).
A carta reforça a necessidade de pressionar o governo para avançar na demarcação de territórios indígenas e quilombolas, além da implementação de políticas que garantam melhorias na qualidade de vida das comunidades rurais. O MST critica a falta de investimentos e a crescente privatização das terras brasileiras, alertando para os impactos ambientais e sociais do agronegócio.
Lideranças do movimento vêm expressando frustrações com o governo Lula. João Pedro Stedile, um dos fundadores do MST, já havia apontado a ausência de avanços em programas como o crédito para assentados e o Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária). Ele classificou a falta de recursos como “uma vergonha”.
O MST também avalia que a falta de unidade dentro do governo compromete a implementação de políticas estruturais, por isso a palavra de ordem é pressionar e invadir.
Fonte: O Globo; Brasil de Fato; Diário de Pernanbuco
Foto: Reprodução
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
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