
por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- As empresas estatais federais encerraram 2024 com um déficit de R$ 6,7 bilhões, o maior da série histórica, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira. O resultado negativo supera o recorde anterior de 2014, quando o déficit foi de R$ 2 bilhões.
De acordo com o Ministério da Gestão e Inovação, o principal fator para o resultado foi o aumento dos investimentos das estatais, que cresceram 12,5% no ano passado, totalizando R$ 5,3 bilhões – cerca de 83% do déficit.
Renato Baldini, chefe-adjunto do Departamento de Estatísticas do Banco Central, explicou que a metodologia do BC foca na variação da dívida das estatais, enquanto o governo detalha receitas e despesas, incluindo investimentos. Ele destacou que os dados mais detalhados são fornecidos pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest).
Correios lideram prejuízos
Os Correios foram apontados como os principais responsáveis pelo rombo das estatais, registrando um prejuízo de R$ 3,2 bilhões em 2024. A empresa atribui a queda de R$ 2,2 bilhões em receitas à redução no volume de serviços postais e à implementação do programa Remessa Conforme, que regulamentou compras internacionais.
A secretária da Sest, Elisa Leonel, afirmou que o governo busca alternativas para ampliar as receitas da estatal, que já trabalha em um plano de recuperação com foco em inovação, sustentabilidade financeira e novos negócios, como banco digital e logística para saúde.
Infraero e Casa da Moeda também preocupam
Além dos Correios, outras estatais enfrentam dificuldades. A Infraero, que administra aeroportos, registrou um déficit de R$ 540 milhões. Já a Casa da Moeda lida com desafios no setor de impressão de cédulas e documentos de segurança, exigindo atenção do governo para garantir sua viabilidade financeira.
Fonte: CNN Brasil; Veja; Poder 360; Isto É Dinheiro; Metrópoles; Exame; G1; Gazeta do Povo
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
Rádio Cidade FM
