
por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- O Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) dos Estados Unidos deportou 271.484 imigrantes entre 1º de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2024, marcando o maior número anual de deportações desde 2014, conforme um relatório divulgado recentemente. O dado reflete os desafios enfrentados pelo governo Biden em meio a um aumento global recorde de imigração, especialmente na fronteira sul do país.
O relatório destaca que cerca de 32% dos deportados possuíam antecedentes criminais, enquanto outros foram detidos após cruzarem ilegalmente a fronteira com o México. Durante o período analisado, o ICE também deteve 113.431 imigrantes, sendo que 81.312 tinham condenações ou acusações criminais pendentes.
Apesar de críticas de opositores, como o presidente eleito Donald Trump, que prometeu intensificar deportações, os dados indicam que o governo Biden já implementou medidas robustas de fiscalização. As diretrizes do ICE priorizam deportações de imigrantes que representam riscos à segurança pública, nacional ou fronteiriça.
No governo de Joe Biden, entre 2021 e 2024, 10.464 brasileiros foram deportados contra 5.501 em três anos de governo Trump. 1
Além disso, o aumento das deportações foi impulsionado por negociações com países para ampliar o número de voos aceitos e esforços diplomáticos com nações como a China. Ainda assim, desafios permanecem: cerca de 1,4 milhão de imigrantes têm ordens finais de deportação, mas muitos não podem ser removidos devido à recusa de países de origem em recebê-los ou a possíveis recursos legais.
Patrick J. Lechleitner, diretor interino do ICE, afirmou que a agência opera com recursos limitados, enfrentando dificuldades para atender às demandas crescentes. O relatório ainda revela que há mais de 7,6 milhões de imigrantes em processos de deportação ou com ordens finais, mas que não estão detidos.
Ao que parece, a proposta de Trump parece vir de encontro a suas promessas de campanha, as quais visam deixar claro que irregularidades ou situações que possam vir a burlar as leis americanas não serão toleradas.
Fonte: Gazeta do Povo, CNN Brasil; G1; Poder 360; G1
Foto: Reprodução
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
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