
por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preparando uma campanha publicitária de até 50 milhões de reais para esclarecer a polêmica envolvendo o monitoramento de transações via Pix, uma medida anunciada pela Receita Federal. A medida estipulava que pessoas físicas com movimentações superiores a 5 mil reais e pessoas jurídicas com mais de 15 mil reais seriam alvo de acompanhamento. Após fortes críticas e um recuo do governo, o pacote publicitário visa afirmar que o Pix não será taxado, contrariando boatos gerados nas redes sociais.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo, nesta segunda-feira (20), haverá uma reunião no Palácio do Planalto com as quatro agências responsáveis pela propaganda federal — Calia, Nacional, Propeg e Nova. O objetivo é discutir a divulgação de informações corretas sobre a Instrução Normativa da Receita, que gerou um amplo debate público.
A campanha ocorre após o governo recuar e revogar a medida que causou polêmica, especialmente nas redes sociais, onde o vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) alertava para uma possível taxação do Pix, que viralizou com mais de 200 milhões de visualizações.
Além da criação da campanha, integrantes do governo Lula iniciaram uma verdadeira “caça às bruxas” contra deputados e senadores que criticaram o monitoramento, sendo o deputado Nikolas Ferreira um dos principais alvos. O deputado André Janones (Avante-MG) chegou a anunciar a criação de uma CPI para investigar o político, enquanto o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) se movimentou para criminalizar a divulgação de informações consideradas falsas sobre a economia popular, como a questão do Pix.
Além disso, o governo Lula editou uma medida provisória que impõe multa para quem cobrar taxas extras por transações via Pix, tentando assegurar que o sistema de pagamento, criado pelo Banco Central, não seja onerado.
A criação de uma CPI e a pressão política sobre o deputado Nikolas Ferreira são parte de um movimento maior que busca esclarecer a situação e desmentir a ideia de que o Pix seria alvo de taxação, algo que o governo federal tem negado de forma enfática.
O gasto de até 50 milhões de reais com essa campanha publicitária, que visa reafirmar a posição do governo, gerou debates sobre os altos custos para desfazer um mal-entendido gerado nas redes sociais, enquanto a discussão sobre a regulação do sistema de pagamentos digitais segue em pauta e gerando desdobramentos às vésperas de uma possível troca ministerial.
Fonte: CNN Brasil; O Globo; O Antagonista; Veja
Foto: Reprodução
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
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