
por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- O jornalismo esportivo brasileiro perdeu neste domingo (19/1) uma de suas vozes mais icônicas. Léo Batista, aos 92 anos, faleceu após lutar contra um tumor no pâncreas. Ele estava internado na UTI do Hospital Rios D’Or, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, desde o dia 6 deste mês.
Com mais de 70 anos dedicados ao esporte, Léo Batista ficou conhecido como “A Voz Marcante”, título do documentário produzido em sua homenagem pelo SporTV em 2002. Sua carreira começou cedo, aos 15 anos, nos serviços de alto-falantes de sua cidade natal, Cordeirópolis (SP). Ele cobriu a Copa do Mundo de 1950, marcando o início de uma trajetória brilhante.
Em 1955, estreou na televisão pela TV Rio e, em 1970, integrou a equipe da Globo, onde se tornou um dos rostos mais conhecidos da emissora. Foi pioneiro como âncora de programas como o Globo Esporte e o Jornal Hoje, além de ter sido o primeiro a noticiar eventos históricos como o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, e a morte de Ayrton Senna, em 1994.
Declaradamente botafoguense, Léo Batista foi homenageado pelo Botafogo, clube do qual era sócio desde 1992. Em nota oficial, o clube expressou pesar e gratidão:
“Eterno em nossos corações! Com pesar e gratidão, hoje nos despedimos do grande Léo Batista, escolhido pela Estrela Solitária e um dos maiores nomes da comunicação brasileira. A voz marcante do jornalista atravessou gerações, nos acompanhou em momentos históricos e anunciou o ‘Tempo de Botafogo’.”
O estádio Nilton Santos possui uma cabine de TV batizada com seu nome, e Léo foi ovacionado em diversas ocasiões pelos torcedores alvinegros.
Léo Batista deixa um legado inesquecível na história do jornalismo esportivo e do Botafogo, sendo lembrado como um dos maiores comunicadores do Brasil.
Fonte: G1, Metrópoles; Terra; Band; Uol
Foto: Reprodução
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
Rádio Cidade FM


