
por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- Após anos de aumento na produção de trigo, o Brasil enfrenta um cenário desafiador em 2025. A redução de 11,9% na área plantada em 2024 e a consequente queda na produção indicam que o país terá de aumentar as importações para atender à demanda anual, que gira entre 12 e 13 milhões de toneladas. Isso pode impactar diretamente o custo do pão e outros alimentos derivados do trigo.
Embora a produtividade tenha aumentado 13%, alcançando 2.634 kg/ha, a produção total foi estimada em 8,064 milhões de toneladas, uma ligeira queda de 0,4% em comparação ao ano anterior. Essa redução, somada à alta demanda, reforça a necessidade de importações. No início de 2024, os preços apresentaram quedas, mas subiram no segundo semestre devido à menor oferta doméstica, aumento do dólar e valorizações no mercado internacional. As maiores cotações ocorreram em julho, impulsionadas pela entressafra e alta demanda. O crescimento das importações no final do ano ajudou a reduzir os preços, mas não o suficiente para aliviar a pressão sobre o custo de derivados.
Com estoques reduzidos e maior dependência do mercado externo, os preços do trigo devem continuar voláteis. Como o Brasil importa a maior parte do cereal de países como Argentina, Canadá e Estados Unidos, fatores como o câmbio e custos logísticos podem encarecer ainda mais o produto. Isso deve refletir diretamente nos preços de alimentos básicos, como pão, massas e bolos.
Para mitigar os impactos, políticas de incentivo ao cultivo interno e a busca por diversificação de fornecedores podem ser estratégias importantes para o próximo ano.
Fonte: CONAB/AgroBand
Foto: Reprodução
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter – Alessandro Dias
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