
por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- A produção global de alimentos aquáticos cultivados superou pela primeira vez a captura de peixes selvagens, segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). O marco histórico reflete a crescente dependência da aquicultura para atender à demanda mundial, mas ocorre em um cenário de alerta sobre pesca predatória e a redução de estoques manejados de forma sustentável.
De acordo com o estudo “O Estado Mundial da Pesca e Aquicultura”, a produção total de pescados e aquicultura atingiu 223 milhões de toneladas métricas, com valor estimado em US$ 472 bilhões. A aquicultura foi responsável por 51% da produção, consolidando-se como a principal fonte de alimentos aquáticos no mundo.
Os dados revelam que 63% dos produtos cultivados vêm de águas continentais, enquanto 37% são oriundos de áreas marinhas e costeiras. Apesar do crescimento da produção em cativeiro, a FAO destaca que o manejo de estoques pesqueiros selvagens continua inadequado, ameaçando o equilíbrio ambiental e a biodiversidade.
Outro ponto relevante do relatório é o aumento da participação feminina no setor. As mulheres representam 24% dos trabalhadores na pesca e aquicultura, um aumento de 3% em relação a 2022. No processamento de pescados, elas constituem 62% da força de trabalho.
A Ásia mantém a liderança global, concentrando mais de 70% da produção de animais aquáticos e 90% da aquicultura. O relatório reforça a importância de políticas globais que promovam a sustentabilidade ambiental e garantam a segurança alimentar para as futuras gerações.
Fonte: FAO/AgroBand
Foto: Reprodução
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
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