
por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- Renan Bezerra de Melo Pereira, chefe do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Tocantins desde 2023, está no centro das atenções após o colapso da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os estados do Tocantins e Maranhão, ocorrido no último domingo (22). O desabamento resultou na morte de quatro pessoas, 15 desaparecidos e graves danos ambientais.
Renan, que possui um histórico controverso, foi preso em 2017 pela Polícia Federal durante a Operação Ápia, que investigou fraudes em licitações e desvio de mais de R$ 200 milhões do BNDES. Ele é réu por crimes como peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, atualmente respondendo a processos na Justiça Eleitoral.
Na época da operação, Renan ocupava a superintendência da Agência de Transporte e Obras Públicas do Tocantins (AGETO-TO). Segundo o Ministério Público Federal, ele integrava um esquema junto a ex-governadores e empresários para financiar campanhas eleitorais com dinheiro desviado de contratos de obras públicas.
A ponte que desabou apresentava sinais de desgaste há dois anos, mas não recebeu a manutenção adequada durante a gestão de Renan no DNIT, órgão responsável pela infraestrutura. Especialistas alertam que o acidente pode ter sido causado pela negligência, uma vez que a estrutura sustentava tráfego pesado sem inspeções ou reparos significativos.
A tragédia não se limita às perdas humanas e materiais. Cerca de 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos agrícolas de caminhões que caíram no Rio Tocantins representam um desastre ambiental de grandes proporções.
Renan Bezerra foi nomeado ao DNIT sob influência do deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO), com aval do presidente Lula e do ministro dos Transportes, Renan Filho. A nomeação de um gestor com histórico criminal levanta questionamentos sobre critérios políticos na escolha de cargos estratégicos e a responsabilidade pela crise atual.
A perícia técnica está apurando as causas do desabamento e os procedimentos administrativos para determinar eventuais omissões. Enquanto isso, familiares das vítimas e especialistas exigem justiça e transparência na responsabilização pelos erros que culminaram na tragédia.
Fonte: Diário do Poder; Jornal Opção Tocantins; Gazeta do Povo;
Foto: reprodução
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
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