
Por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- Apesar da tesoura do governo que andou passando por esses dias em pastas como educação, saúde entre outros ministérios devido a alegada “meta fiscal”, o governo federal, o mesmo que alega dificuldades financeiras desembolsou R$ 83,4 mil para financiar as passagens da primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como “Janja”, para a abertura da Olimpíada de Paris. Esse valor foi o segundo mais alto entre todas as despesas de viagem dos funcionários do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês de julho.
Segundo dados do Painel de Viagens do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, foram emitidas duas passagens aéreas para Janja. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência foi procurada para comentar o gasto, mas não houve retorno.
O único custo superior ao de Janja foi o do pesquisador Gilmar da Cunha Trivelato, da Fundação Jorge Duprat Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), cujas passagens custaram R$ 94,6 mil.
O valor das passagens de Janja foi maior do que o gasto com Celso Amorim, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais. As quatro passagens de Amorim, pagas pelo governo, somaram R$ 75,5 mil. No final de julho, Amorim foi enviado especial do governo Lula para a Venezuela, país em crise política após uma eleição suspeita de fraude pelo governo do ditador Nicolás Maduro.
Janja permaneceu quatro dias na França, chegando a Paris em 25 de julho e retornando ao Brasil em 29 de julho. Durante sua estadia, ela cumpriu uma agenda oficial como chefe de Estado, participando de diversos compromissos na capital francesa, o que é algo bem controverso, já que o próprio governo Lula se negou a fornecer os dados sobre vacinação da primeira-dama com a alegação de que ela “não ocupa cargo público”.
Fonte: O Estadão; O antagonista; Uol; Terra; Gazeta do Povo; Isto É Dinheiro
Texto: Alessandro Dias
Foto: Reprodução/Instagram
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
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