
Após a proclamação da República, até 1930 quando ocorreu a revolução que derivou na escolha de Getúlio Vargas para exercer o Poder Central, somente existia em nível local, a Câmara Municipal. Seu presidente constituía-se na maior autoridade no município.
Espírito Santo da Fortaleza, município criado pela lei estadual nº 89, de 2 de abril de 1887, continha em seus limites o povoado do Bahuru. Mas, somente em 8 de janeiro de 1889, a Câmara, composta por 6 vereadores, foi solenemente instalada naquele município sob o comando do presidente da Câmara de Lençóes, Octaviano Martins Brisolla, pai do advogado e político Octavio Pinheiro Brisolla e, conseqüentemente, avô paterno do advogado e político Marco Aurélio Pinheiro Brisolla. Assim, a Câmara Municipal, contando os períodos dos dois municípios, é mais velha do que o Município de Bauru.
Em 1889, tomaram posse como vereadores eleitos: Cornélio Brantes Freire da Rocha, João Baptista de Carvalho (meu bisavô materno), João Baptista Alves da Silva, Joaquim Chrispim Alves Ferreira, José Alves de Lima (escolhido como Intendente pelos demais) e José Luiz Soares. Ausentou-se o eleito Manoel Caetano Garcia. Vale explicar que intendente passaria a denominar-se prefeito a partir de 1908, e foi criado também o cargo de vice-prefeito. Escolhidos entre os vereadores, constituindo num parlamentarismo caboclo, capitaneado pelo presidente da Casa Legislativa, o intendente ajudava Bahuru progredir, prestando contas de seus atos para os demais vereadores. Pela lei estadual nº 209, de 30 de agosto de 1893, o povoado teve criado seu distrito, sendo eleito como Juiz de Paz, João Baptista de Araújo Leite.
Demograficamente Bahuru vinha crescendo e com Fortaleza ocorria o contrário. Justificava essa expansão, a chegada da Estrada de Ferro Sorocabana em 1902, e o início da construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em 1905. Viajantes circulavam na região e muitas pessoas, de fora e da roça, iam trabalhar nas ferrovias. A imigração para substituir a mão-de-obra escrava também engrossava essa população.
Em torno de 1870, iniciavam os limites do sertão desconhecido circundado pelos rios Tietê, Paraná e Paranapanema, habitado por índios kaigang (também denominados coroados) e os seus tradicionais inimigos, os guaranis. Ávidos por novas terras e oportunidades, os colonos deixavam a orla atlântica ou Minas Gerais e Rio de Janeiro, principalmente, e aventuravam para o interior. Assim, a colonização do oeste paulista foi rápida, nascendo as “vilas bocas do sertão”, depois municípios: Botucatu (1855), Lençóes (1865), São Paulo dos Agudos (1898), Espírito Santo da Fortaleza (1887) e Bauru (1896, com a transferência da sede de Fortaleza).
Com base em documento enviado ao governo da Capitania de São Paulo, narra João Francisco Tidei de Lima que “o capitão Bartolomeu Paes de Abreu, grande proprietário de Terras e interessado no comércio do gado, reivindicava a exploração do porto mais conveniente para se fazer caminho para as minas de Cuiabá. A descrição do roteiro, indicando a passagem para a Serra de Ibicatu (Botucatu) e o acesso ao rio Grande transpondo o vale do Feio-Aguapeí, delineia no sentido Noroeste-Sudeste e testemunha o trânsito da expedição pela futura região de Bauru”.
Bauru é a 66ª maior cidade do Brasil superando algumas capitais de estado em população como; Rio Branco (AC), Vitória (ES), Palmas (TO).
Conhecida como cidade “Sem Limites”, Bauru possui 379.146 habitantes e se consolida como uma das mais pujantes cidades do estado de São Paulo e do Brasil.
PARABÉNS BAURU PELOS SEUS 128 ANOS
Fonte: Câmara Municipal
Foto: G1; Social Bauru; Click Bus; Prefeitura; Guia do Turismo Brasil










