
A colonização das terras paulistas teve início no século XVI através de um impulso similar às outras regiões brasileiras em processo de colonização. No entanto, muito embora inserida na dinâmica do sistema colonial vigente, a região de São Paulo manteve características peculiares em todo o processo.
Índios, colonos portugueses e clérigos da Companhia de Jesus formaram inicialmente os três grandes grupos a comporem um cenário de tensões, guerras e conflitos que balizaram todo o movimento de conquista dos povos indígenas, os quais eram os primeiros e legítimos habitantes da região.
A cidade de São José dos Campos originou-se como aldeia, dentro da concepção política colonial de aldeamento, situação que indicava presença do indígena e do branco colonizador em um mesmo local. Tal política teve início no século XVI, quando colonos e jesuítas empreenderam sua luta pelo controle da mão de obra do indígena brasileiro. O primeiro núcleo da Aldeia de São José do Parahyba teve início em uma fazenda de gado administrada por jesuítas na região do Rio Comprido, divisa com a cidade de Jacareí. Em torno de 1680 o padre jesuíta Manoel de Leão transferiu o aldeamento para seu local definitivo, situado onde hoje se encontra a igreja Matriz da cidade.
O projeto jesuítico de aldeamento visava construir uma forte estrutura na qual o indígena, uma vez submetido ao cristianismo, desse continuidade ao trabalho nas roças e lavouras, e assim, mediante salários módicos, servir aos colonos nas mais diversas modalidades de trabalho. Não obstante a desestruturação social que tal mecanismo engendrou entre as comunidades indígenas, os aldeamentos assim concebidos significavam uma possibilidade de existência de uma mão de obra livre.
A segunda fase industrial de São José dos Campos acontece a partir da década de 1950 até final dos anos 1960. O parque industrial de São José dos Campos nesse momento toma novo alento e caracteriza-se pela diversidade da produção.
Em termos de tecelagem a modernização começa com a vinda das fábricas Kanebo e Rodhosá (Rhódia). As indústrias que se instalam, porém, são dos mais variados tipos: Johnson e Johnson (1953), na área farmacêutica; Ericsson (1954), telefones e componentes eletrônicos; Bendix (1957) eletrodomésticos; General Motors (1957) automóveis; Eaton (1959), indústria de peças para automóveis; e ainda no final dos anos1950, desponta uma indústria aeronáutica, a Avibrás (1957; Alpargatas (1961) indústria de calçados e a Kodak (1969).
Nesse período, as décadas de 1950 e 1960, trouxeram outras novidades que darão impulso às indústrias: a Rodovia presidente Dutra (1951) ligando as grandes metrópoles do Rio de Janeiro e São Paulo; O CTA, Centro Técnico Aeronáutico, hoje Aeroespacial, o ITA e o INPE (1961).
A diversidade das indústrias desse período apontavam para a rápida industrialização que o país estava passando nesses anos. Além disso o ITA, as escolas técnicas como ETEP e a fundação de Faculdades pela Fundação Valeparaibana de Ensino, apontavam para a necessidade de um operariado mais técnico e especializado. Enquanto isso, as indústrias de cerâmica e louças, com uma gestão familiar, entravam em declínio. A Tecelagem Parahyba procurava se modernizar para seguir em frente. A tônica nesse momento é a busca por trabalhadores mais qualificados, sendo que muitos chegam a São José dos Campos vindos de vários cantos do país e do exterior.
A terceira fase da industrialização de São José dos Campos situa-se a partir dos anos de 1970 em diante, representando outro marco na história da cidade. A criação da Embraer, em 1969, vai acentuar o perfil da cidade em relação à alta tecnologia. O novo boom industrial caracterizou-se por atender o projeto de sociedade e os desejos estratégicos dos militares no poder. Assim a Embraer, como a indústria bélica que se instalava na cidade, correspondiam a uma visão de mundo pragmática e militarista.
Passado o regime militar, em meados dos anos 1980 e 1990, a indústria joseense cresceu ainda mais em função das necessidades dos ramos aeronáutico e automobilístico, além de empresas que utilizam tecnologia de ponta. Sendo assim, o operariado joseense está hoje bem distante de seus companheiros dos anos vinte. A indústria hoje exige uma mão de obra extremamente qualificada o que faz com que São José dos Campos continue como polo de atração de migrantes, tanto de dentro como de fora do país.
Além disso, a industrialização transformou a paisagem urbana joseense, justamente para atender as demandas dos novos trabalhadores. Shoppings, grandes supermercados, avenidas largas, concentração imobiliária. São José perdeu o aspecto interiorano e pacato de suas congêneres do Vale do Paraíba e transformou-se, conseguindo com isso não só as benesses do crescimento e desenvolvimento como as mazelas das grandes cidades.
São José dos Campos possui uma população de 697.438 habitantes, e é sede de Microrregião
PARABÉNS SÃO JOSÉ DOS CAMPOS PELOS SEUS 257 ANOS
Fonte: Câmara Municipal
Foto: Tripadvisor; Facebook; Flickr





