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Por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- A partir de sábado (27), as compras de até R$ 260 realizadas em lojas virtuais, como AliExpress e Shopee, serão taxadas com um imposto de 20% sobre o valor de importação. A decisão de antecipar a tributação, conhecida popularmente como ‘taxa das blusinhas’, foi tomada pelas próprias empresas. Esse imposto é aplicado a compras internacionais de até US$ 50. Para valores acima desse montante, a taxa permanece em 60%.
Com a iminência da nova tributação, muitos brasileiros se apressaram para finalizar suas compras e evitar o novo tributo. Giovanna Couto, moradora de Brasília, é um exemplo. Ela comprou mais de 10 itens nesta semana e ainda possui mais de 100 itens no carrinho. “As últimas compras foram uma tábua de passar roupa, cabides, organizadores de gaveta, caixinhas organizadoras, termômetro digital, monitor fetal. Já o meu carrinho está lotado, tem mais de 100 itens”, relatou.
A estudante Ana Carolina Brandão também aproveitou os últimos dias de isenção do imposto para adquirir roupas de academia, que costumam ser mais caras em lojas físicas, e itens para seu pet. “Eles vão taxar agora os valores menores também, né? Aí eu já estou comprando justamente para não vir essa taxa. Também já fiz uma pequena compra, gosto de comprar coisas para o meu cachorro. Lá tem bastante roupinha, bastante acessório, brinquedo. Já vão chegar, eu comprei ontem”, contou.
O assessor Lucas Nunsord se antecipou comprando roupas de frio. “Comprei muita meia, comprei também, prevendo o frio, um moletom para eu poder usar. Comprei uma calça de moletom também, porque os preços nas lojas são muito caros. Assim, é muito fora da nossa realidade, da realidade do brasileiro. Isso fica muito inviável, levando em consideração também o salário mínimo”, explicou.
O Ministério da Fazenda havia estabelecido o início da cobrança para o dia 1º de agosto, mas as duas gigantes do comércio online decidiram adiantar a medida. Segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior, a antecipação da cobrança ao consumidor é justificada porque o fato gerador deste novo tributo é a importação da mercadoria, ou seja, quando a compra chega ao país. “Como a medida vai começar a partir do dia 1º, essas empresas que vendem os produtos precisam já pagar o imposto. E por isso elas anteciparam essa cobrança do consumidor, porque o consumidor paga primeiro e o produto chega no Brasil depois”, declarou.
Além do imposto de 20%, haverá a adição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 17%, já cobrado pelos estados desde agosto do ano passado. A Shein, outra grande empresa de comércio online, ainda não confirmou se seguirá o prazo do governo ou se também antecipará a cobrança.
Fonte: Infomoney
Foto: Reprodução
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
Rádio Cidade FM
