
Por Alessandro Dias
Penápolis, SP- Seis cidades da microrregião estão entre os mil municípios brasileiros que enfrentam uma seca severa ou extrema. Os dados foram disponibilizados pelo Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao governo federal que monitora a estiagem pelo país.
De acordo com os números, 1.024 cidades estão sob a classificação de seca extrema e severa, a mais alta da escala, representando 1/5 dos municípios brasileiros. Na microrregião, apenas Braúna está com seca moderada. As demais – Avanhandava, Alto Alegre, Barbosa, Glicério, Luiziânia e Penápolis, foram classificadas em seca severa.
Conforme o Cemaden, a falta de chuva está contribuindo para o aumento de incêndios pelo país, que registrou o maior número de focos dos últimos 10 anos. Além disso, o órgão destacou que 2023 foi um ano de recordes de calor e chuvas abaixo da média, devido ao fenômeno El Niño e ao aquecimento dos oceanos. Embora o El Niño tenha terminado, seus efeitos ainda persistem.
Os primeiros seis meses do ano foram marcados por temperaturas recordes e precipitações abaixo da média na maior parte do país, com exceção do Sul. Para o Cemaden, a falta de umidade pela seca que castigou a região Norte no ano passado causou um efeito cascata: a umidade que deveria ser transportada para o resto do país não existe mais, espalhando a seca.
A estiagem vem afetando o abastecimento de água, isolando regiões que dependem do transporte fluvial, causando prejuízos na agricultura e pecuária e tornando o ar difícil de respirar.
PREVISÃO
A previsão dos meteorologistas é que a situação da seca seja mais intensa do que a vista em 2023. Em junho do ano passado, quando começava o período de estiagem, 45 cidades estavam classificadas com seca extrema e severa. Esse número é mais de 20 vezes menor do que o observado no último mês, quando mais de mil cidades foram impactadas pelas duas piores classificações de seca.
O cenário pode mudar com a chegada do fenômeno La Niña, que tem o efeito contrário do El Niño e pode reforçar a formação de chuvas, minimizando a estiagem pelo país. No entanto, a La Niña deve começar em agosto e, para ter impactos significativos, precisa ser intensa. Ainda assim, a previsão é que, com sua chegada, a situação só seja minimizada em cerca de seis meses.
Fonte: G1
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
Rádio Cidade FM
