
Por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- As contas do governo deverão registrar um déficit de R$ 28,8 bilhões em 2024, conforme nova projeção divulgada pela equipe econômica nesta segunda-feira (22). Este valor atinge o limite da meta de contas públicas prevista no arcabouço fiscal, que limita o rombo a exatamente R$ 28,8 bilhões.
O governo também revisou as estimativas de gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) — destinado a idosos carentes, deficientes e pessoas com doenças incapacitantes — e benefícios da Previdência. Ambos os itens passarão a custar R$ 11 bilhões a mais em 2024 em relação ao que estava previsto no Orçamento.
Essa alta nos gastos forçou um congelamento de despesas no Orçamento em R$ 15 bilhões, anunciado na semana passada. O congelamento busca evitar o descumprimento do arcabouço fiscal e as sanções subsequentes.
Nesta segunda-feira (22), o governo formalizou o bloqueio de R$ 11,2 bilhões e o contingenciamento de R$ 3,8 bilhões no Orçamento. O detalhamento faz parte do relatório trimestral de despesas e receitas. Bloqueios são mais difíceis de reverter ao longo do ano do que contingenciamentos.
Clayton Luiz Montes, secretário de Orçamento federal substituto, afirmou que o governo continuará buscando o centro da meta, que é déficit zero. Isso significa equilibrar as despesas com as receitas, sem déficit.
Com esses cortes fica difícil justificar outros tipos de gastos, que aparentemente não “representam” perigo aos cofres públicos como; tapetes, jogos de cama, aparelhos para praticar exercícios e viagens com grandes comitivas mundo à fora usados pelo Planalto.
Fonte: Poder 360; G1; Folha de São Paulo; Terra; Revista Oeste; Valor Econômico; Metrópoles
Foto: Agência Brasil
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
Rádio Cidade FM
