
Por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- Gilberto Gil completou 82 anos na quarta-feira, 26 de junho, e chamou atenção ao confirmar que faz uso de maconha diariamente, embora com menos frequência devido aos “esforços físicos e mentais”. Em uma entrevista para a revista Breeza, especializada no universo da cannabis, ele abriu o jogo sobre sua relação com as drogas.
“Dentre os hábitos da minha geração, um deles era as experiências com expansores de estados de consciência, então eu acho que estava de acordo, compatível com um momento da vida, a minha idade, o meu impulso daquele momento”, ressaltou Gil.
O artista baiano enumerou o que já experimentou: “Durante muitos anos experimentei a cannabis, o peiote, o ácido lisérgico, a ayahuasca, experimentei vários transformadores, expansores de consciência porque, afinal de contas, estavam na pauta”.
Contudo, com o passar dos anos, a relação de Gil com as drogas mudou significativamente: “É cada vez menos frequente. Não tenho nenhum impulso, nenhuma vontade de forçar os processos de transformação da realidade através de situações mentais porque não tenho vontade disso, não tenho mais. Não tenho inclusive energia suficiente para isso”.
No ano passado, Gil já havia comentado sobre o tema em uma entrevista à Veja: “Eventualmente posso dar um tapa. Usei de 1967 até 2010, mas deixei porque passou a me dar uma leve taquicardia. Antes, gostava de fumar para tocar, cantar, compor. Nunca gostei de cocaína. Durante o exílio em Londres, no pós-tropicalismo, tomei ácidos. Experimentei tudo que uma viagem lisérgica propicia — o surreal, o surrealismo e o cubismo”.
Paralelamente às declarações de Gil, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu, na quarta-feira, 26 de junho, um novo parâmetro legal para diferenciar usuários de traficantes de maconha, definindo o critério de 40 gramas ou seis plantas fêmeas.
Fonte: O Fuxico
Texto: Alessandro Dias
Foto: Niclas Weber
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
Rádio Cidade FM
