
Por- Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- Em uma reviravolta que ninguém esperava e todo mundo duvidava, uma mercearia de bairro e uma fábrica de sorvete levaram a melhor no leilão de importação de arroz promovido pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. E quem disse que só grandes empresas podem participar de negócios milionários?
Na manhã de quinta-feira (6), enquanto o resto do mundo ainda estava se perguntando como o arroz brasileiro sumiu, o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) já estava expressando suas suspeitas de conluio entre as empresas participantes do leilão. Com os preços oferecidos pelas empresas beirando o teto máximo de R$ 5 por quilo, todos variando entre R$ 4,98 e R$ 5, é claro que tudo parecia perfeitamente normal e nada suspeito.
VAMOS AOS VENCEDORES:
Weasley Alves de Sousa Ltda., mais conhecida como “Queijo Minas”, um minimercado de Macapá (AP) com um capital social de modestos R$ 80 mil. Quem diria que uma mercearia, especializada em laticínios, hortifrutigranjeiros e carnes, seria capaz de vender impressionantes 147 mil toneladas de arroz ao governo por nada menos que R$ 736 milhões? Quem precisa de grandes redes de distribuição quando se tem o Queijo Minas, não é mesmo?
Icefruit Indústria e Comércio de Alimentos, uma modesta fábrica de conservas de frutas e sorvete no Estado de São Paulo, que agora pode adicionar “exportadora de arroz” ao seu currículo. A Icefruit vendeu ao governo 19,7 mil toneladas de arroz, totalizando R$ 98 milhões. Claro, porque nada complementa uma dieta à base de arroz como um delicioso sorvete.
E para fechar com chave de ouro, temos a ASR Locação de Veículos e Máquinas, de Brasília (DF), que decidiu diversificar seu portfólio que já incluía locação de máquinas, transporte de passageiros, construção de rodovias e edifícios, e agora, arroz. Com um total de 22,5 mil toneladas vendidas por R$ 112 milhões, fica claro que a ASR entende tanto de arroz quanto de construção de estradas.
O deputado estadual gaúcho Marcus Vinícius (PP) questiona como essas microempresas, com capital social tão modesto, conseguiram vencer um leilão de tal magnitude. Afinal, é perfeitamente crível que uma mercearia com R$ 80 mil de capital possa vender centenas de milhões em arroz. A lógica aqui é clara como o barro das rodovias que a ASR constrói.
Enquanto isso, produtores rurais e analistas continuam balançando a cabeça e se perguntando: “Para onde foi todo o arroz do Brasil?” Mas não se preocupem, com a gestão eficiente e transparente deste governo, logo teremos mais respostas – ou mais perguntas.
GOVERNO FEDERAL, ONDE TUDO É POSSÍVEL E NADA É SURPREENDENTE!
Fonte: TerraBrasil; Estadão; Revista Oeste; GZH; Folha de São Paulo; Poder 360; Conexão Política
Texto: Alessandro Dias
Foto: Reprodução/ Google Maps
Para Central Cidade de Jornalismo- Repórter Alessandro Dias
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