
Por- Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- As recentes enchentes que devastaram lavouras no Rio Grande do Sul, especialmente de arroz e soja, levantaram preocupações sobre a possível necessidade de importação de feijão para suprir as perdas no estado. No entanto, a declaração do presidente Lula, sugerindo essa possibilidade, não se alinha com a realidade.
O Rio Grande do Sul não é um grande produtor de feijão no país. Sua área plantada com a leguminosa não ultrapassa 50 mil hectares, e cerca de 95% da produção desta safra já foi colhida. Portanto, não será necessário importar feijão devido às enchentes.
Segundo Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro de Feijões e Pulses (Ibrafe), o estado tem historicamente buscado feijões de outros estados para abastecer sua população. Ele ressalta que o governo local desestimulou o plantio de feijão ao manter uma taxa de ICMS de 12% sobre o alimento, o que contribuiu para a diminuição da área plantada em 32% apesar do aumento da produtividade.
Dados do Ibrafe indicam que na safra 2022/2023, o Rio Grande do Sul produziu cerca de 70 mil toneladas de feijões, enquanto na atual safra, a estimativa é de 77 mil toneladas. A área plantada na safra anterior foi de 47,6 mil hectares, e na safra atual, 48,5 mil hectares.
Diante disso, a necessidade de importar feijão devido às enchentes no Rio Grande do Sul não se justifica, pois o estado não é um grande produtor desse alimento básico no país.
Fonte: IBRAFE/AgroBand
Foto: Embrapa
Para Central Cidade de Jornalismo – Repórter Alessandro Dias
Rádio Cidade FM
