
Para contar a história da região na qual Santo André está inserida, temos que retomar, de maneira sucinta, parte da história do Brasil Colonial. Nos primeiros anos dessa história os portugueses tinham grande preocupação em defender as costas brasileiras de possíveis invasões de franceses e holandeses, pois estes dois países não compartilharam da divisão expressa pelo Tratado de Tordesilhas que dividiu o Novo Mundo, a terra a ser descoberta, entre portugueses e espanhóis.
No início do século 16 os países que tivessem terras onde pudessem explorar as riquezas minerais, em especial ouro e prata, estavam à frente dos demais pois essas eram as moedas correntes, indicadoras de riqueza. Explica-se por aí o interesse pelas terras dessa vasta colônia portuguesa. Devido a vários ataques às suas terras, a partir de 1530, Portugal intensificou a colonização das costas brasileiras. Nesse contexto é enviado para cá, por ordem de Dom João III, rei de Portugal, Martim Afonso de Souza com a incumbência de fundar vilas para fortificar o litoral.
Aliada a essa história está a figura de João Ramalho, português que representava, nesse momento, uma porta de entrada para o contato com os índios e para a colonização, pois ele conhecia algumas tribos e conseguia se comunicar com elas.
Em contrapartida a sua ajuda, João Ramalho solicitava, desde o início, que o local em que vivia, situado acima da Serra do Mar, fosse transformado em vila. Sua petição foi negada durante vários anos, pois se pretendia povoar o litoral e não o interior. Seu pedido foi atendido apenas em oito de abril de 1553, quando foi criada a vila pelo Governador Geral Tomé de Souza. Seu nome era Santo André da Borda do Campo.
O distrito de Santo André abrigava na década de 1930 várias indústrias importantes, possuía a Estação de São Bernardo por onde era transportada grande parte dos produtos aqui produzidos e tinha entre seus moradores vários políticos influentes. Tal situação levou à transferência da sede do município de São Bernardo para Santo André, em 1939. Toda a região do Grande ABC, composta por vários distritos, passou, então, a ser denominada pelo nome Santo André.
No entanto, já na década de 1940 iniciaram-se vários movimentos emancipacionistas e os distritos foram tornando-se municípios. Em 1945 foi a vez de São Bernardo do Campo, em 1949 São Caetano do Sul e em 1953 Mauá e Ribeirão Pires. A partir de então Santo André passou a ter uma área de 174,38 quilômetros quadrados, contando com os seguintes distritos: Sede, Capuava e Paranapiacaba.
Na década de 1950, além dessas mudanças, outras puderam ser sentidas no que se refere à tipologia das indústrias da região. Com os investimentos estatais e o capital estrangeiro ocorreu um crescimento no setor automobilístico, mecânico, metalúrgico e de material elétrico. Santo André passou a abrigar várias indústrias de autopeças.
A indústria foi, então, delineando um outro perfil. A mão de obra tornou-se mais especializada e as máquinas mais produtivas. Neste momento a mão de obra deixou de ser determinante para o aumento da produção.
Na década de 1970 houve um momento de expansão e concentração da indústria na Grande São Paulo. Foi o período denominado de ‘milagre econômico’. Na década seguinte o ritmo de crescimento sofreu um decréscimo, culminando com a recessão dos anos 80. Nos anos 90 a produção industrial continuou desacelerada, com os incentivos fiscais voltados para outras áreas do estado de São Paulo, além das dificuldades de transporte e o custo de mão de obra. O ABC e, em especial Santo André, perdeu várias indústrias.
Hoje em dia, há um grande esforço do setor público e da sociedade para a manutenção das indústrias existentes. Além disso, tem-se observado um aumento de atividades nos setores de serviços e no comércio. O desafio do início deste século 21 está relacionado à criação de novas alternativas para a cidade que vai se transformando, garantindo melhores condições de vida a seus moradores.
Distrito criado com a denominação de Santo André, pela Lei Estadual n.º 1.222-A, de 14-12-1910, subordinado ao município São Bernardo.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Santo André figura no município de São Bernardo.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo Decreto Estadual n.º 9.775, de 30-11-1938, foi transferida a sede do município de São Bernardo para Santo André, passando o município a denominar-se Santo André e São Bernardo à condição de distrito. Pelo decreto acima citado, Santo André adquiriu o território do extinto distrito de São Caetano, do mesmo município, que passou a constituir uma de suas zonas.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 5 distritos: Santo André, São Bernardo Mauá, Paranapiacaba e Ribeirão Pires.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 14.334, de 30-11-1944, é desmembrado do município de Santo André o distrito de São Bernardo. Elevado à categoria de município com a denominação de São Bernardo do Campo.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 5 distritos: Santo André, Mauá, Paranapiacaba e Ribeirão Pires e São Caetano.
Pela Lei Estadual n.º 233, de 24-12-1948, é desmembrado do município de Santo André o distrito de São Caetano. Elevado à categoria de município com a denominação de São Caetano do Sul.
Santo André possui atualmente 748.919 habitantes e faz parte do ABC paulista.
PARABÉNS SANTO ANDRÉ PELOS SEUS 471 ANOS DE FUNDAÇÃO
Fonte: IBGE
Fotos: G1; Passagem Promo




