
A Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST fixou reajuste salarial correspondente a 100% do INPC mais 0,6% para a categoria. O mesmo índice deverá ser aplicado aos benefícios de auxílio-refeição/alimentação, auxílio-cesta-alimentação, auxílio-creche, auxílio-babá e indenização por assalto ou sinistro.
A decisão terá validade de dois anos, com efeitos a partir de 1º de setembro de 2026 e vigência até 31 de agosto de 2028. O colegiado também determinou o retorno imediato dos trabalhadores ao serviço. Os dias de paralisação não serão descontados, mas compensados em até 180 dias.Conforme cita o TST, um dos principais pontos de divergência entre a Caixa e as entidades sindicais foi o modelo de custeio do Saúde Caixa.
O banco defende mudanças no plano com base em relatório técnico que aponta dificuldades de sustentabilidade financeira no modelo atual. As entidades sindicais, por sua vez, defendem a preservação do modelo de custeio solidário, contestam a unilateralidade do estudo e exigem uma perícia oficial.Por fim, foram mantidas as regras previstas na norma coletiva anterior, incorporando as cláusulas relativas ao Saúde Caixa à decisão.Os valores previstos no plano deverão ser atualizados pelo mesmo índice do reajuste salarial, mantendo todas as demais regras, inclusive a mensalidade do titular, no valor de 3,5% da remuneração. Entre os benefícios englobados estão as mensalidades adicionais de dependentes.
O teto de renda dos beneficiários indiretos, a coparticipação para consulta em pronto-socorro e o teto de coparticipação também entram na conta.Em nota, o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região afirmou que a decisão do TST “demonstra a importância e a força da CCT da categoria bancária, fruto de uma construção histórica do movimento sindical e da negociação coletiva entre bancos públicos e privados”.
“O movimento sindical bancário apresentou uma defesa consistente, baseada justamente na relevância da nossa CCT, reconhecida pelos magistrados. Na decisão, a Convenção Coletiva foi utilizada como importante parâmetro para a definição das cláusulas econômicas do acordo dos empregados da Caixa”, diz.A entidade afirmou que os parâmetros fundamentais conquistados pela categoria, como o reajuste com aumento real e a Participação nos Lucros e Resultados, foram preservados, mas destacou o que considerou um “retrocesso em relação ao Saúde Caixa” do ponto de vista econômico.
Para a entidade, a proposta anterior apresentada nas negociações era mais favorável aos empregados. “Além disso, o déficit do plano será dividido entre os trabalhadores, o que representa uma preocupação importante e que continuará sendo acompanhada pelo movimento sindical”, indica.“A decisão reforça que a negociação coletiva e o fortalecimento da nossa CCT são o melhor caminho para garantir direitos e avançar nas conquistas da categoria. Seguiremos na luta, defendendo os direitos dos empregados e empregadas da Caixa e de toda a categoria bancária”, finaliza.








