De acordo com a Polícia Federal, a organização utilizava empresas registradas em nome de terceiros para dar suporte à estrutura de tráfico. Caminhões, caçambas e ônibus teriam sido empregados no transporte dos carregamentos de drogas. O grupo teria iniciado as atividades em 2021 e, ao longo das investigações, foram registrados mais de dez flagrantes, com apreensão de aproximadamente 1,3 tonelada de cocaína.
Segundo as autoridades, a droga saía principalmente pelo Mato Grosso do Sul e seria distribuída para São Paulo, Santa Catarina e outros estados. A PF identificou ainda compartimentos ocultos em veículos utilizados para esconder os carregamentos.
Na nova fase da investigação, o foco voltou-se ao patrimônio dos suspeitos. A Justiça expediu 15 mandados de busca e apreensão em três estados. As ações ocorreram em Dourados e Itaporã, no Mato Grosso do Sul, em Osvaldo Cruz e na capital paulista, e também em Icaraíma, no Paraná. Em Porto Camargo, distrito de Icaraíma, agentes apreenderam uma lancha de alto valor guardada em um barracão às margens do Rio Paraná.
A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 50 milhões em bens dos investigados, incluindo imóveis, veículos e outros ativos. O valor efetivamente alcançado ainda estava sendo contabilizado pela Polícia Federal. O objetivo desta fase é reduzir a capacidade econômica da organização e dar continuidade às investigações.