

O Palmeiras levou uma virada improvável, com dois gols sofridos nos acréscimos, mas teve mais sorte que juízo e conseguiu nos pênaltis a classificação às semifinais da Libertadores. Na altitude da capital equatoriana, o time alviverde teve postura acovardada, foi derrotado por 3 a 2 depois de abrir 2 a 1 e avançou de fase graças ao brilho do goleiro Carlos Miguel nas penalidades.
Foram 48 minutos no primeiro tempo de retração do Palmeiras, armado com três zagueiros, três volantes, dois laterais que pouco atacam e apenas Jhon Arias e Flaco López posicionados no ataque.
Atormentado pela dolorida derrota de 3 a 0 que sofreu há um ano em Quito, Abel Ferreira quis povoar o meio de campo para conter os ataques da LDU, que é um time de claras limitações técnicas, mas que se apodera nos efeitos da altitude. O treinador sacou Vitor Roque e pôs o volante Lucas Evangelista entre os titulares
O problema é que o time alviverde exagerou na postura defensiva, tanto que chegou a ter apenas 12% de posse de bola e completou somente 108 passes no primeiro tempo. Foi, em síntese, como esperado, um jogo de ataque contra defesa.
Continuou o mesmo comportamento extremamente cauteloso, chamando os equatorianos ao ataque. Eles foram, e conseguiram o empate aos 14 minutos, com o zagueiro Segovia, livre para cabecear entre os três zagueiros palmeirenses.
O início do segundo tempo do Palmeiras foi tão ruim quanto o primeiro. Talvez até pior. Limitou-se a se defender e implorou para não levar um gol da LDU.
Passou poucas vezes do meio do campo e, quando o fez, nada conseguiu com Flaco López, que viveu jornada infeliz. O argentino errou tudo o que tentou, de domínio a passe, e foi protagonista de um de seus piores jogos no ano. Ele deu lugar a Vitor Roque, que transformou o Palmeiras.
O Tigrinho brigou, conseguiu segurar a bola e sofreu faltas no ataque. Foi dele, quando o Palmeiras mais sofria, o gol do desafogo. Roque bateu com categoria pênalti que o zagueiro Mina cometeu ao colocar a mão na bola dentro da área e que o árbitro Wilmar Roldán hesitou um pouco pra marcar.
Fez falta porque a LDU, aparentemente combalida, buscou o empate aos 45 minutos, na base do abafa, pôs pressão até o final e conseguiu a improvável e heroica virada aos 47. Os dois gols foram pelo alto, ambos marcados com Estrada, aproveitando buracos na frágil defesa palmeirense.









