Sarampo volta a preocupar São Paulo; veja como está o cenário e quais medidas já foram adotadas

Capital paulista concentra maioria dos registros e intensificou a vacinação diante da circulação do vírus e da baixa cobertura vacinalO Estado de São Paulo tem 23 casos confirmados de sarampo, segundo a SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde). Do total, 20 estão na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Dois casos foram classificados como importados e os demais estão relacionados a essas infecções, formando cadeias de transmissão. Entre os pacientes diagnosticados, 16 não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto.A alta mais recente ocorreu no início de agosto. Em menos de uma semana, a capital confirmou sete novos casos, fazendo o número passar de 16 para 23. Em 2025, São Paulo havia registrado apenas dois casos importados durante todo o ano. Na capital, até o balanço divulgado em 8 de agosto, havia ainda 207 casos em investigação, 203 descartados e nenhum óbito registrado.

Onde estão os casos de sarampo em SP?

A capital concentra a maior parte dos registros, com 20 casos confirmados. Outros dois foram identificados em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e um em Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo as autoridades de saúde, os casos estão relacionados a duas infecções classificadas como importadas, embora nem todas as fontes de contágio tenham sido identificadas individualmente.O perfil dos pacientes também reforçou a preocupação das autoridades com a vacinação para além do público infantil. Os casos envolvem bebês de até 2 anos e adultos entre 20 e 50 anos, segundo a Secretaria da Saúde. A presença de adultos entre os infectados está entre os fatores considerados na ampliação temporária da vacinação.Casos de sarampo em SP envolvem bebês de até 2 anos e adultos entre 20 e 50 anosFoto: Canva/ND

Vacinação foi ampliada para adultos

Diante da identificação de cadeias de transmissão, a vacinação contra o sarampo foi ampliada para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos que moram em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, independentemente do histórico vacinal, desde que não haja contraindicação. A medida é diferente da rotina de vacinação, que leva em consideração a idade e as doses já registradas na caderneta.

A estratégia faz parte da intensificação da imunização. Para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, é indicada a chamada dose zero, aplicada como proteção adicional em razão do risco de exposição ao vírus. Essa dose não substitui as doses previstas no calendário de rotina, que continuam sendo aplicadas aos 12 e aos 15 meses.Nos demais municípios paulistas, a orientação não é de vacinação indiscriminada para toda a população de 6 meses a 59 anos. Nesses locais, a recomendação é verificar a situação vacinal, realizar busca ativa de pessoas com doses atrasadas e atualizar a caderneta conforme as regras do Calendário Nacional de Vacinação.Vacinação contra o sarampo em SPFoto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação/ND Mais
Secretaria da Saúde confirmou 23 casos de sarampo em SPSecretaria da Saúde confirmou 23 casos de sarampo em SPFoto: Freepik/ND Mais
O Estado de São Paulo tem 23 casos confirmados de sarampo, segundo a SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde). Do total, 20 estão na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Dois casos foram classificados como importados e os demais estão relacionados a essas infecções, formando cadeias de transmissão. Entre os pacientes diagnosticados, 16 não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto.
A alta mais recente ocorreu no início de agosto. Em menos de uma semana, a capital confirmou sete novos casos, fazendo o número passar de 16 para 23. Em 2025, São Paulo havia registrado apenas dois casos importados durante todo o ano. Na capital, até o balanço divulgado em 8 de agosto, havia ainda 207 casos em investigação, 203 descartados e nenhum óbito registrado.

Onde estão os casos de sarampo em SP?

A capital concentra a maior parte dos registros, com 20 casos confirmados. Outros dois foram identificados em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e um em Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo as autoridades de saúde, os casos estão relacionados a duas infecções classificadas como importadas, embora nem todas as fontes de contágio tenham sido identificadas individualmente.Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mãoO perfil dos pacientes também reforçou a preocupação das autoridades com a vacinação para além do público infantil. Os casos envolvem bebês de até 2 anos e adultos entre 20 e 50 anos, segundo a Secretaria da Saúde. A presença de adultos entre os infectados está entre os fatores considerados na ampliação temporária da vacinação.
Casos de sarampo em SP envolvem bebês de até 2 anos e adultos entre 20 e 50 anosFoto: Canva/NDCasos de sarampo em SP envolvem bebês de até 2 anos e adultos entre 20 e 50 anosFoto: Canva/ND

Vacinação foi ampliada para adultos

Diante da identificação de cadeias de transmissão, a vacinação contra o sarampo foi ampliada para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos que moram em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, independentemente do histórico vacinal, desde que não haja contraindicação. A medida é diferente da rotina de vacinação, que leva em consideração a idade e as doses já registradas na caderneta.

A estratégia faz parte da intensificação da imunização. Para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, é indicada a chamada dose zero, aplicada como proteção adicional em razão do risco de exposição ao vírus. Essa dose não substitui as doses previstas no calendário de rotina, que continuam sendo aplicadas aos 12 e aos 15 meses.
Nos demais municípios paulistas, a orientação não é de vacinação indiscriminada para toda a população de 6 meses a 59 anos. Nesses locais, a recomendação é verificar a situação vacinal, realizar busca ativa de pessoas com doses atrasadas e atualizar a caderneta conforme as regras do Calendário Nacional de Vacinação.
Vacinação contra o sarampo em SPFoto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação/ND MaisVacinação contra o sarampo em SPFoto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação/ND Mais

A resposta à alta de casos já provocou aumento expressivo na procura pela vacina na capital. Entre 3 e 7 de agosto, foram aplicadas 292.701 doses da tríplice viral na cidade de São Paulo. O imunizante protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Apenas na última sexta-feira (7), foram aplicadas 84.632 doses da tríplice viral, o maior volume registrado em um único dia desde o início da campanha.

A campanha de multivacinação ocorre nos 645 municípios do Estado e segue até 1º de setembro. Na capital, haverá ainda um Dia D em 22 de agosto, quando as 483 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) estarão abertas para ampliar o acesso à vacinação.

Vacinação chega ao metrô de SP

Para facilitar o acesso à imunização, a Prefeitura de São Paulo, em parceria com o Metrô, instalou postos temporários de vacinação em cinco estações. A ação começou nesta segunda-feira (10) e segue até 28 de agosto, em datas específicas, oferecendo a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola.

Nesta terça-feira (11), a vacinação ocorre na Estação Tucuruvi, da Linha 1-Azul, das 10h às 16h. O posto também funcionará nos dias 12, 13, 14, 17, 18, 19, 20 e 21 de agosto, no mesmo horário. Nos demais pontos, o atendimento será distribuído conforme o calendário divulgado pela prefeitura.

Prefeitura instalou postos temporários de vacinação em cinco estações do Metrô de SPFoto: Governo de SP/Divulgação/ND Mais

Além do Tucuruvi, os postos temporários serão instalados nas estações Corinthians-Itaquera, São Mateus, Vila Prudente e Vila Matilde. Corinthians-Itaquera e São Mateus terão atendimento nos dias 17, 19 e 21 de agosto, das 10h às 20h. Vila Prudente funcionará de 17 a 21 de agosto, das 10h às 16h, e Vila Matilde terá vacinação nos dias 27 e 28, também das 10h às 16h.

A principal preocupação das autoridades é interromper a circulação do vírus e evitar que as cadeias de transmissão se ampliem. O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por secreções respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A manutenção de uma cobertura vacinal elevada é considerada a principal estratégia para impedir a disseminação.

Cobertura vacinal está abaixo da meta

A cobertura vacinal ainda está abaixo da meta considerada necessária para a proteção coletiva. Segundo a SES-SP, em 2026, 77,5% da população recebeu a primeira dose da tríplice viral e 65,5% recebeu a segunda, enquanto a meta é alcançar 95% nas duas doses. O cenário ajuda a explicar a estratégia de intensificação adotada pelas autoridades diante dos novos casos.

Além da vacinação, a orientação é reforçar a vigilância epidemiológica, identificar rapidamente pessoas com sintomas e investigar casos suspeitos. Pessoas com febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite devem procurar atendimento de saúde e informar possíveis viagens ou contato com casos suspeitos. Durante a suspeita, a recomendação é evitar contato com outras pessoas para reduzir o risco de transmissão.




11/08/2026 – Rádio Cidade FM

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