Depois de uma estreia complicada diante de Marrocos, a Seleção Brasileira chega para a terceira rodada da fase classificatória da Copa do Mundo diante da Escócia com a missão de confirmar a evolução apresentada na segunda partida e consolidar o primeiro lugar do grupo.
Era um adversário ajustado, competitivo e que já possuía uma identidade coletiva definida. Do lado brasileiro, o nervosismo da estreia ficou evidente. Faltou aproximação entre os setores, um jogo mais associativo e uma construção mais eficiente das jogadas desde a defesa até o ataque. Alguns jogadores também ficaram abaixo do esperado, casos de Raphinha, Casemiro, Ibanez e Douglas Santos. Diante das circunstâncias, o empate acabou não sendo um resultado ruim.
Outro destaque foi Vinícius Júnior. Além de marcar um dos gols da partida, participou intensamente das movimentações ofensivas, abrindo espaços e gerando desequilíbrios na defesa adversária. Matheus Cunha também teve atuação de destaque. Mais do que os gols marcados, chamou atenção pela capacidade de atuar entre linhas, participar do jogo apoiado e oferecer alternativas para a construção ofensiva. O resultado foi um Brasil mais coletivo, mais participativo e com melhor encaixe entre os setores.
Agora, diante da Escócia, o nível de exigência aumenta. Embora os escoceses estejam longe de serem considerados candidatos à classificação dentro do grupo, representam um desafio superior ao encontrado contra o Haiti. O principal traço da Escócia é a organização defensiva. Trata-se de uma seleção que normalmente atua em bloco compacto, com linhas próximas, forte jogo físico e muita disciplina tática. Não é uma equipe de grande posse de bola, mas costuma ser perigosa em transições rápidas e nas bolas paradas.Os destaques individuais são jogadores experientes do futebol britânico: Andy Robertson, lateral-esquerdo e capitão da equipe; Scott McTominay, referência física e técnica do meio-campo; John McGinn, responsável por dar intensidade e chegada ao ataque e; Kieran Tierney, importante pela versatilidade defensiva.
E um dado histórico importante, o Brasil nunca perdeu em Copas para a Escócia. Em 74 empatou em 0 a 0, em 82 goleou por 4 a 1, em 90 vitória apertada por 1 a 0 e por fim, em 98 vitória por 2 a 1. Por isso, a equipe de Carlo Ancelotti precisa dar sequência ao crescimento apresentado e elevar ainda mais seu nível de atuação.
Existe a expectativa sobre possíveis mudanças na escalação. Com a lesão de Raphinha, a disputa pela vaga está entre Rayan e Luiz Henrique. Além disso, Casemiro e Douglas Santos estão pendurados com cartão amarelo, o que poderia levar o treinador a optar por Fabinho e Alex Sandro, respectivamente. Mas, pela coletiva desta terça (23), Ancelotti descartou poupar Casemiro e Douglas Santos e praticamente escalou Rayan no lugar de Raphinha.
Neymar deve entrar durante a partida e ter uma minutagem de até 20 minutos, no que não se deve criar uma expectativa alta em sua participação, após 36 dias fora dos gramados.Que o Brasil vença, e dê esperança de consistência para ser candidato ao título para a sequência na Copa do Mundo.
Importante a Seleção Brasileira alcançar o primeiro lugar no grupo

Ancelotti tem apostado em uma equipe organizada defensivamente, muitas vezes em bloco mais baixo, buscando equilíbrio por meio de transições rápidas e de uma maior participação conjunta entre meio-campistas, laterais e atacantes. O objetivo é fazer com que o Brasil ataque em bloco, ocupe melhor os espaços e seja mais perigoso no terço final do campo.
Mais do que os três pontos, a partida vale a liderança do grupo e a possibilidade de evitar um cruzamento precoce contra a Holanda, adversária historicamente complicada para a Seleção Brasileira.
Nos 90 minutos de jogos de Copa do Mundo, o Brasil derrotou os holandeses apenas em 1994. Houve derrotas em 1974, 2010 e 2014, enquanto em 1998 a classificação veio somente nos pênaltis. Por isso, garantir a primeira colocação pode representar um caminho menos turbulento nas fases eliminatórias.











