

Todo o impasse gira em torno da competência do local. Segundo a administração de Limeira, não só a ponte, mas toda a área entorno pertencem diretamente da União. Segundo argumentos do Executivo local, notificações já tinham sido protocoladas em órgãos federais, advertindo sobre os riscos do espaço estar abandonado e da realização contínua de atividades turísticas e esportivas sem regulamentação.
A transferência do foco da problemática entorno da Ponte do Esqueleto para a tônica da omissão na segurança patrimonial de um bem público federal, acontece após forte comoção nas redes sociais cobrando ação efetiva da gestão municipal para evitar de fato, mais mortes e acidentes no local.Dentre as omissões do governo federal apontadas pela administração municipal, destaca-se a falta de manutenção na infraestrutura – nas barreiras físicas da ponte – por parte da União. Isso possibilita, segundo a prefeitura, o local seja explorado clandestinamente por empresas de turismo de aventura.A Prefeitura de Limeira afirma que a ação judicial está sob responsabilidade do setor jurídico do município. Eles declaram que oobjetivo da medida é obrigar o governo federal a assumir a devida responsabilidade pela estrutura e assim, promover o bloqueio imediato dos acessos à ponte ou implementar uma vigilância initerrupta a fim de impedir novas “reuniões” e práticas esportivas de risco, como os saltos em queda-livre.“Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira”.Afirmou o prefeito Murilo Félix

Por se tratar de um a área federal, o município ressalta que há limitações legais de atuação no local, impedindo intervenções, interdições e sanções mais severas pela gestão municial por esbarrar na competência legal de Brasília.
A “gota d’água” da reação jurídica das autoridades municipais foi o acidente que vitimou fatalmente a jovem Maria Eduarda de 21 anos, que ao realizar salto organizado pela empresa “Entre Cordas”, foi lançada em queda livre sem os cabos de segurança acoplados ao corpo. A personal trainner que morava na Região Metropolitana de São Paulo caiu de uma altura de cerca de 40 metros de altura.









