Raio-x do crime’: novo banco nacional vai rastrear conexões entre facções e milícias

Ferramenta vai integrar informações de todo o país para identificar conexões entre facções, milícias, financiadores e grupos criminososO governo federal iniciou a regulamentação de uma nova ferramenta que promete funcionar como um verdadeiro “raio-x do crime organizado” no Brasil. O banco nacional vai rastrear conexões entre facções e milícias, reunindo informações de diferentes estados para ajudar investigações, operações de inteligência e ações de combate ao crime organizado.A medida está prevista na Lei nº 15.358, sancionada em março de 2026, e começou a sair do papel com a criação de um GTT (Grupo de Trabalho Técnico) pelo MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública). O grupo será responsável por definir as regras de funcionamento, compartilhamento de dados e segurança do sistema.O objetivo é criar uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas ligadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares. O sistema também deverá armazenar dados sobre estruturas das organizações, movimentações financeiras, áreas de atuação, investigações em andamento e articulações interestaduais e internacionais.

Como vai funcionar o “raio-x do crime organizado”

Imagem de pessoas olhando brasil e dinamicas do crime organizado
O crime organizado transnacional passou a ocupar espaço central nas estratégias de segurança dos Estados Unidos.

O sistema será coordenado pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e funcionará de forma integrada aos bancos de dados dos estados. A proposta prevê mecanismos de auditoria permanente, rastreamento de acessos e protocolos de proteção de dados.

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa busca enfrentar um problema que ultrapassa as fronteiras estaduais.“O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança”, afirmou.

O que poderá ser identificado

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Além de apoiar investigações, o banco nacional vai rastrear conexões entre facções e milícias por meio da análise de vínculos operacionais, financeiros e associativos entre suspeitos e organizações criminosas.

A expectativa do governo é que a ferramenta ajude a identificar redes de atuação, financiadores, colaboradores e conexões entre grupos que operam em diferentes regiões do país.A regulamentação também deverá definir critérios para inclusão, atualização e exclusão de registros, além de estabelecer regras para compartilhamento de informações com órgãos nacionais e internacionais.

Quem participará do projeto

O grupo de trabalho reúne representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Abin (Agência Brasileira de Inteligência), CNJ (Conselho Nacional de Justiça), CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Banco Central e Receita Federal, entre outros órgãos.

Também devem participar pesquisadores e entidades especializadas em segurança pública, que irão colaborar na elaboração das regras e dos mecanismos de inteligência previstos para o sistema.




09/06/2026 – Rádio Cidade FM

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