“A concessionária (Ecovias das Gerais) atuará de forma integrada e colaborativa com os demais órgãos envolvidos, assim que autorizado, buscando apoiar iniciativas voltadas à segurança viária e à redução de ocorrências ao longo do trecho concedido.”Enquanto as obras não começam, motoristas e passageiros seguem expostos aos mesmos riscos de sempre. Diante da nova tragédia, a Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) intensificou o pedido por agilidade.
“Não podemos aceitar tanta demora enquanto vidas continuam sendo perdidas. A BR-251 é uma das principais ligações entre o Sudeste e o Nordeste e há décadas a população espera por investimentos concretos. Cada dia de atraso representa mais risco”, declarou o presidente da AMAMS e prefeito de São João da Lagoa, Ronaldo Soares Mota Dias.A entidade – com 102 municípios associados e uma população de mais de 1 milhão e 500 mil habitantes – acompanhou todo o processo de concessão e defende que as obras comecem o quanto antes.
Contraste positivo: entrega em Bocaiúva
Enquanto a BR-251 segue parada, uma obra semelhante mostra o que é possível quando o projeto avança. Em dezembro de 2025, o Governo de Minas entregou o Anel Viário de Bocaiúva, na BR-135, executado pela Ecovias Norte Minas.
O que a nova concessão promete
Quando finalmente assinado, o contrato da BR-251 prevê:- 186 km de duplicação de pistas
- 159 km de faixas adicionais
- Contorno de Teófilo Otoni (17 km)
- 21 passarelas, novas interseções e passagens de fauna
- Monitoramento 24h com câmeras de detecção automática de incidentes
- Pedágio free flow com descontos para usuários frequentes
As quatro praças de pedágio na BR-251 serão instaladas justamente nas cidades com maior índice de acidentes: Santa Cruz de Salinas, Salinas, Grão Mogol e Francisco Sá.A rodovia, estratégica para o escoamento de cargas agrícolas, minerais e industriais, precisa urgentemente sair do papel. Enquanto a burocracia avança lentamente, a estrada continua sendo palco de tragédias e dizimando famílias.A pergunta que persiste é dolorosa: quantas tragédias mais serão necessárias para que a caneta finalmente se mova?












