O novo Desenrola: até onde vai o alívio para os endividados? - O Assunto #1712

Por Victor Boyadjian — São Paulo

O Brasil atingiu em março de 2026 a marca de 82,8 milhões de inadimplentes, o que significa que metade dos lares brasileiros está endividada e comprometendo quase um terço da renda com o pagamento de dívidas.

Para tentar reverter esse quadro o governo federal lançou nesta segunda-feira (4) o novo Desenrola, que agora permite o uso de parte do FGTS para quitar dívidas e impõe uma regra inédita: quem aderir ao programa fica bloqueado em sites de apostas.

A nova fase do Desenrola mira especialmente a inadimplência familiar e precoce. Economistas, porém, afirmam que o atual cenário das contas públicas é um dos fatores que impedem a queda dos juros — o que impacta diretamente o tamanho do endividamento dos brasileiros.

Para Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, a questão é mais complexa do que o anúncio faz parecer. “Não existe uma solução mágica, uma bala de prata que vai resolver tudo.”

Além da economia, existe uma estratégia política por trás do anúncio: o governo tenta recuperar sua popularidade em ano eleitoral por meio de medidas de impacto direto no cotidiano para tentar reverter o “mau humor” do eleitorado e recuperar a popularidade do presidente Lula em um ano eleitoral, e “não tem como fugir disso” — analisa Guilherme Balza, repórter da GloboNews.

Por Victor Boyadjian — São Paulo

 

O Brasil atingiu em março de 2026 a marca de 82,8 milhões de inadimplentes, o que significa que metade dos lares brasileiros está endividada e comprometendo quase um terço da renda com o pagamento de dívidas.

Para tentar reverter esse quadro o governo federal lançou nesta segunda-feira (4) o novo Desenrola, que agora permite o uso de parte do FGTS para quitar dívidas e impõe uma regra inédita: quem aderir ao programa fica bloqueado em sites de apostas.

A nova fase do Desenrola mira especialmente a inadimplência familiar e precoce. Economistas, porém, afirmam que o atual cenário das contas públicas é um dos fatores que impedem a queda dos juros — o que impacta diretamente o tamanho do endividamento dos brasileiros.

Para Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, a questão é mais complexa do que o anúncio faz parecer. “Não existe uma solução mágica, uma bala de prata que vai resolver tudo.”

Além da economia, existe uma estratégia política por trás do anúncio: o governo tenta recuperar sua popularidade em ano eleitoral por meio de medidas de impacto direto no cotidiano para tentar reverter o “mau humor” do eleitorado e recuperar a popularidade do presidente Lula em um ano eleitoral, e “não tem como fugir disso” — analisa Guilherme Balza, repórter da GloboNews.

Convidados: Lauro Gonzalez, professor da Fundação Getúlio Vargas e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira e Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília.

Convidados: Lauro Gonzalez, professor da Fundação Getúlio Vargas e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira e Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília .

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05/05/2026 – Rádio Cidade FM

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