Cães com dificuldade na respiração: entenda os riscos da síndrome braquicefálica

A síndrome braquicefálica nos cães pode comprometer as vias respiratórias; veja raças que costumam enfrentar problemas

Os cães braquicefálicos, conhecidos pelo focinho curto e achatado, como o buldogue francês, encantam pela aparência única e expressões carinhosas. No entanto, por trás de toda a fofura, esses pets enfrentam desafios relacionados à saúde.
A condição conhecida como síndrome braquicefálica se caracteriza por uma série de anomalias anatômicas que comprometem a capacidade respiratória desses cães. Dificuldade para respirar, roncos intensos e até desmaios podem ser sinais de que algo não está bem com o pet.

O que é a síndrome braquicefálica?

   
A síndrome braquicefálica é caracterizada por uma série de anomalias congênitas que afetam as vias aéreas superiores dos cães. Essas anomalias incluem a estenose das narinas (estreitamento dos orifícios nasais), o prolongamento do palato mole (aumento no céu da boca), e a hipoplasia traqueal (traqueia mais curta do que o normal).

De acordo com o médico veterinário Tiago José Silva Pinto, tais alterações podem levar a complicações secundárias. “Essas mutações comprometem o fluxo normal de ar através das vias respiratórias, resultando em uma série de sintomas respiratórios que afetam a qualidade de vida dos cães”, afirma o médico.

    

Raças mais afetadas

   
A síndrome é especialmente prevalente em raças como o shih tzu, lhasa apso, maltês, boxer, pug, pequinês, cavalier king charles spaniel (popularizado pelo filme “A Dama e o Vagabundo”) e boston terrier.
    
Essas raças, que têm o focinho achatado como característica marcante, são mais vulneráveis às complicações respiratórias associadas a essa condição.
   

Principais sinais de alerta

   

Os tutores devem estar atentos a certos sinais que indicam dificuldades respiratórias nos cães braquicefálicos.

 
Entre os sintomas mais comuns estão a respiração ruidosa, estridor (respiração com ronco), tosse, alterações vocais, tentativas de vômito, engasgos, espirros reversos, intolerância ao exercício, dificuldade para respirar e mucosas pálidas ou cianóticas (coloração arroxeada ou azulada das mucosas). Em casos graves, a síndrome pode levar a desmaios.
    
Segundo Tiago, “esses sinais indicam que o animal está enfrentando dificuldades significativas para respirar, o que pode ser agravado por fatores como exercício excessivo ou altas temperaturas ambientais”, explica médico veterinário.
  
Cão da raça pug diante de uma árvore de Natal

Diagnóstico e exames recomendados

  

O diagnóstico da síndrome braquicefálica é geralmente feito com base nas características anatômicas do cão, como as narinas reduzidas em formato de fenda. No entanto, para um diagnóstico mais preciso, são recomendados exames complementares, como radiografia, endoscopia, eletrocardiograma ECG e hemograma.

O tratamento pode variar de acordo com a gravidade dos sintomas. Em casos mais leves, medidas simples, como manter o cão em ambientes arejados e evitar exercícios excessivos, podem ajudar a aliviar a situação. A perda de peso também é recomendada para cães obesos, pois pode diminuir a carga sobre as vias respiratórias.
    
No entanto, em casos mais graves, a cirurgia pode ser necessária. “O tratamento cirúrgico é o único método curativo para a síndrome braquicefálica,” explica o médico veterinário Tiago.
   
A cirurgia pode incluir procedimentos para alargar as narinas, encurtar o palato mole e corrigir outras anomalias que estejam obstruindo as vias respiratórias.



29/04/2026 – Rádio Cidade FM

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