‘Não adianta me matar’: gestor que apontou ‘dono do banco Master’ diz ter provas com advogados

Em meio às acusações, gestor afirma que “não adianta” tentativa de silenciamento; em entrevista relembra embates antigos com Nelson Tanure

O fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman, afirmou que já compartilhou com advogados e sócios todas as informações sensíveis que diz possuir sobre os bastidores do Banco Master. A declaração foi feita após seu depoimento à CPI do Crime Organizado em março de 2026.

“Do que adianta me matar? Todas as informações que eu tenho meus advogados e meus sócios têm, não adianta me matar”, disse o gestor em entrevista à Folha de S.Paulo, ao relatar temores recentes envolvendo sua segurança.

Durante a oitiva, Timerman afirmou que o banqueiro Daniel Vorcaro seria, na prática, apenas o “rosto” do Banco Master. Segundo ele, o controle efetivo estaria nas mãos de outros nomes, entre eles o empresário Nelson Tanure.

Caso Master envolve embates diretos entre Timerman, Tanure e VorcaroFoto: Divulgação/Esquerda Diário/ND Mais

“É uma das cabeças, talvez a mais alta da hierarquia”, declarou.

  
Tanure rebateu as acusações, classificando-as como “ilações” e negando qualquer vínculo societário ou influência sobre a instituição. “Nunca fui sócio, controlador ou beneficiário, direto ou indireto”, afirmou.
  

Caso Master expõe disputas antigas e embates judiciais entre Timerman e Tanure

   
A rivalidade entre Timerman e Tanure não é recente. Os dois protagonizam disputas desde 2021, inicialmente em torno da Alliança Saúde (antiga Alliar), quando o gestor atuava como acionista minoritário e denunciou suposto uso de informação privilegiada à CVM(Comissão de Valores Mobiliários), caso que acabou arquivado.
  
O embate seguiu em outra frente, envolvendo a incorporadora Gafisa. Nesse episódio, a Justiça concedeu uma medida cautelar que resultou no bloqueio do fundo Esh Theta, principal veículo da gestora de Timerman.
  
Gafisa foi palco de embates judiciais entre Timerman e TanureFoto: Divulgação/Gafisa/ND Mais
Segundo o gestor, o episódio gerou uma combinação de impactos, como bloqueio de recursos e impossibilidade de novos aportes e perdas financeiras relevantes.
  
Ele afirma que esses fatores contribuíram para a queda expressiva do patrimônio sob gestão da Esh.
  

Processos, condenação e novos conflitos

  
O cenário jurídico também se agravou. Timerman voltou a acusar Tanure de “insider trading” em outra operação, desta vez envolvendo a Gafisa e a compra da Upcon, caso que levou o empresário a se tornar réu após denúncia do Ministério Público Federal.
   
Paralelamente, Tanure moveu uma ação contra o gestor por stalking, baseada em publicações nas redes sociais. Em primeira instância, Timerman foi condenado, em março de 2025, a um ano, 10 meses e 15 dias de prisão, pena convertida em serviços comunitários. Ele recorre da decisão.
   
Vladimir Timerman anda com segurança; família e amigos temem por sua vidaFoto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/ND Mais

Ameaças e medo após exposição

  
Timerman afirma ter recebido ameaças de morte ainda em 2024, o que o levou a contratar segurança privada pela primeira vez. Segundo ele, a proteção foi interrompida posteriormente por dificuldades financeiras do apoiador que custeava o serviço.
  
Agora, com a repercussão do caso Banco Master e da CPI, o gestor diz que o temor voltou com força,“minha família, meus amigos e meus sócios estão apavorados. [Falam]: ‘Vão te matar’”, relatou.
   
Mesmo com os fundos bloqueados, Timerman afirma que tem buscado se reerguer no mercado. Ele diz ter criado uma consultoria voltada a contencioso estratégico, investigação e cobrança.
   
“Comecei a tirar a cabeça da lama nos últimos meses”, afirmou.



13/04/2026 – Rádio Cidade FM

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