
Cientistas usaram tecnologia acústica para flagrar ataque coordenado de bacalhaus contra cardume de peixes devorados na Noruega. Fenômeno raro acende alerta sobre derretimento do gelo no Ártico
A vítima é o capelim, um pequeno peixe que havia se reunido na região para se reproduzir. O algoz: o bacalhau do Atlântico, que organizou um ataque coordenado e devastador.
Os cientistas utilizaram o sistema de sensoriamento remoto por guia de ondas acústicas oceânicas para monitorar o evento. A tecnologia identifica diferenças sonoras entre espécies marinhas, uma vez que o bacalhau produz sons mais graves do que os peixes ovíparos. Isso permitiu rastrear o ataque em tempo real.
Os capelins, peixes devorados no ‘massacre’, formam cardumes que podem chegar a 10 quilômetros de extensão, um comportamento normal e bem conhecido pelos pesquisadores. Quando atingem certo tamanho e densidade, eles se movem juntos e de forma coordenada.









