Uma paralisação por mais de 30 minutos das operações nos aeroportos de Guarulhos, Congonhas e Viracopos, na manhã desta quinta-feira (9), em São Paulo, afetou mais de 8 mil passageiros.
O episódio ocorreu após a identificação de fumaça em prédio da FAB que levantou suspeita de incêndio no edifício do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
A interrupção não teve relação com falhas no sistema de controle aéreo, conforme esclareceu o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, à Folha de S. Paulo. Segundo ele, a medida foi adotada por precaução enquanto o Corpo de Bombeiros era acionado para verificar a situação.
“Não houve nenhuma pane, isso não é verdade. O que ocorreu é que apareceu uma fumaça em uma área do prédio do Decea e, por precaução e orientação até que o Corpo de Bombeiros chegasse, os funcionários foram orientados pelo Decea a deixar o prédio”, afirmou.
De acordo com Faierstein, não houve registro de feridos nem confirmação de danos em equipamentos operacionais. “Foi apenas uma ação de precaução e de segurança, que acabou levando a essa paralisação momentânea”, disse.
Fumaça em prédio da FAB impactou operações aéreas
A fumaça em prédio da FAB levou à suspensão das atividades entre 9h30 e 10h06, no horário de Brasília, período em que pousos e decolagens foram interrompidos nos principais aeroportos da região metropolitana de São Paulo.
As estimativas iniciais indicam que cerca de 8 mil passageiros foram impactados pela paralisação. Apesar da retomada das operações em pouco mais de meia hora, os reflexos no fluxo aéreo se estenderam ao longo do dia, com atrasos acumulados.
O próprio Decea informou, por meio de nota, que houve uma interrupção temporária das operações por conta de um problema técnico operacional na região.
“Destaca-se, ainda, que as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo. A FAB informa, por fim, que as atividades já foram restabelecidas e o problema técnico será apurado pelo Decea”, afirmou o órgão.
Possível vazamento de gás é investigado
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que há indícios de um possível vazamento de gás na torre militar, o que pode ter provocado a fumaça em prédio da FAB.
A causa exata do incidente ainda não foi confirmada pelas autoridades, que seguem investigando o ocorrido.
Diante do impacto na malha aérea, a Anac avalia medidas operacionais, como a ampliação do horário de funcionamento do Aeroporto de Congonhas, para reduzir os efeitos da paralisação e normalizar o fluxo de voos.
“Até o final do dia, toda malha deve estar funcionando normalmente. Ainda estamos estudando o impacto total. São cerca de 8.000 passageiros impactados, segundo os dados preliminares”, comentou Faierstein.