Segundo o Ministério da Saúde, os erros refrativos não corrigidos, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, estão entre as principais causas de deficiência visual no país – respondendo, junto com a catarata, por 74,8% dos casos. Um número expressivo, que a cirurgia refrativa tem capacidade de reduzir.
O procedimento corrige os erros de refração diretamente na córnea, por meio de laser, e os resultados costumam ser definitivos: menos dependência de óculos e lentes e mais liberdade no dia a dia. Isso afeta diretamente atividades simples, como praticar esportes sem preocupação ou trabalhar por horas sem a irritação causada pelas lentes de contato.
Além da praticidade, há ganhos em autoestima e confiança que, embora mais subjetivos, são relatados com frequência por quem passou pelo procedimento. E com o avanço tecnológico, a previsibilidade dos resultados também aumentou, o que contribui para que mais pacientes cheguem à cirurgia com mais segurança e clareza sobre o que esperar do resultado.
Qual técnica é indicada para cada caso?
De acordo com o oftalmologista Vinicius Moreira Marques, técnicas modernas garantem mais precisão e bons resultados visuaisFoto: Divulgação/Instituto de Olhos Moreira Marques/ND
A escolha da técnica depende de uma avaliação oftalmológica completa, que leva em conta o grau de refração, a espessura da córnea, a idade e o estilo de vida do paciente. O LASIK, por exemplo, é indicado para a maioria dos casos de miopia, hipermetropia e astigmatismo com córnea em espessura adequada, e proporciona recuperação rápida, com melhora visual já nos primeiros dias. Já o FEMTO-LASIK segue a mesma lógica, mas substitui a lâmina pelo laser de femtosegundo na criação do flap corneano, o que aumenta a precisão do procedimento. Para pacientes com córneas mais finas, o PRK costuma ser a indicação mais segura, a recuperação é um pouco mais lenta, mas os resultados são igualmente eficazes. E para quem tem graus mais elevados ou não é candidato ao laser, as lentes fácicas são uma alternativa: implantadas dentro do olho com anestesia tópica e sem internação, permitem recuperação visual inicial em cerca de 24 horas. Nas palavras do
oftalmologista Vinicius Moreira Marques, diretor técnico do Instituto de Olhos Moreira Marques (CRM-SC 23.301 • RQE 15.197),
“as cirurgias são rápidas, seguras e com recuperação visual em poucos dias. As lentes fácicas também são uma opção para quem tem grau muito alto ou não pode fazer o laser, garantindo excelente qualidade visual”.
O que esperar antes e depois do procedimento
A avaliação pré-operatória é o que garante que a técnica escolhida seja a mais adequada para aquele paciente. Sem esse mapeamento detalhado, não é possível ter segurança nos resultados. Dr. Vinicius explica que “é importante considerar o grau de refração, a espessura e saúde da córnea, a idade e o estilo de vida. Quem busca praticidade e tem boa indicação médica pode optar pela
cirurgia; já quem prefere evitar procedimentos pode continuar com óculos ou lentes”. O cuidado com o pós-operatório também importa: o uso correto dos colírios, evitar coçar os olhos, a proteção solar nos primeiros dias e o retorno às consultas de acompanhamento são parte ativa da recuperação — não apenas recomendações formais. A visão melhora progressivamente, e a estabilização completa pode levar algumas semanas dependendo da técnica realizada.
Referência em cirurgia refrativa