
Documentos internos do Banco de Brasília revelam uma operação suspeita envolvendo o Banco Master durante o Carnaval de 2025.
Segundo o relatório, o banco de Daniel Vorcaro declarou ter comprado uma carteira de créditos podres da Tirreno por R$ 143,6 milhões na terça-feira de Carnaval (4 de março).
No entanto, já no dia seguinte — Quarta-Feira de Cinzas — o mesmo ativo foi revendido ao BRB por R$ 251,2 milhões, gerando um ágio de cerca de R$ 107 milhões.
As investigações apontam um detalhe ainda mais grave:
➡️ os créditos da Tirreno não existiam na prática
Em depoimento, o próprio Vorcaro afirmou que não desembolsou nenhum valor pela suposta compra.
Mesmo assim, os ativos foram repassados ao banco público como se fossem legítimos.
Outro ponto que chamou atenção foi a data da negociação:
📅 a compra ocorreu em pleno feriado de Carnaval, quando não há expediente bancário
Um relatório interno do BRB destacou que a operação:
O caso não foi isolado. As apurações indicam que o Banco de Brasília adquiriu cerca de:
💵 R$ 12 bilhões em carteiras de crédito podres
Muitos desses ativos:
A irregularidade só foi identificada após visitas técnicas realizadas em abril de 2025.
Antes disso, o Banco Master:
A ligação com a Tirreno só foi confirmada posteriormente, durante inspeção presencial.
O caso ocorreu enquanto o Banco de Brasília tentava comprar 58% do Banco Master por R$ 2 bilhões.
A operação foi barrada pelo Banco Central do Brasil, que:
A principal suspeita é que o Banco Master:
➡️ Uma operação que pode indicar fraude financeira e prejuízo ao banco público
O caso expõe falhas graves em operações financeiras e levanta questionamentos sobre controle, transparência e fiscalização no sistema bancário.
A investigação segue, e o episódio pode se tornar um dos mais relevantes escândalos financeiros recentes no país, com possíveis impactos políticos e econômicos.
