
Furacão Catarina e tornado no Paraná em 2024 figuram entre os ciclones mais fortes no Brasil, com ventos de 180km/h a 330km/h
No estudo “A força do m(ar)”, produzido por pesquisadores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) vinculados ao programa de extensão Maré de Ciência, o Brasil registrou 156 episódios de ciclones entre 1991 a 2024. A publicação destaca que, além dos óbitos causados diretamente por eventos climáticos extremos, o impacto indireto de ciclones, frentes frias e ondas de frio chega a afetar mais de 1 milhão de pessoas.
As consequências emocionais, socioeconômicas e culturais sofridas por pessoas em áreas afetadas pelo fenômeno podem não aparecer nas estatísticas tradicionais, mas mostram como a crise climática prejudica o cotidiano das comunidades afetadas não apenas com prejuízos financeiros.
Em março de 2004, o Sul de Santa Catarina e o litoral do Rio Grande do Sul receberam o primeiro furacão já registrado em território brasileiro: Catarina. Antes um ciclone extratropical, o Catarina se transformou em um ciclone tropical (também chamado de furacão ou tufão) e teve rajadas de vento que chegaram a alcançar 180km/h. O fenômeno causou 11 mortes, desabrigou 26,4 mil pessoas e trouxe prejuízos de ao menos R$ 800 milhões em atividades agrícolas, pesqueiras, turísticas, industriais e comerciais.


