Quais os ciclones mais fortes que já atingiram o Brasil? Relembre os casos

Furacão Catarina e tornado no Paraná em 2024 figuram entre os ciclones mais fortes no Brasil, com ventos de 180km/h a 330km/h

O Sul do país é a região que recebe os ciclones mais fortes no Brasil, tendo recebido o nome de “Corredor dos Tornados” devido à alta incidência do fenômeno. Após a ocorrência do Furacão Catarina em março de 2004, o estado de Santa Catarina passou a investir em equipamentos próprios para análise meteorológica, além da Defesa Civil ter se transformado em uma Secretaria de Estado em 2011.

No estudo “A força do m(ar)”, produzido por pesquisadores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) vinculados ao programa de extensão Maré de Ciência, o Brasil registrou 156 episódios de ciclones entre 1991 a 2024. A publicação destaca que, além dos óbitos causados diretamente por eventos climáticos extremos, o impacto indireto de ciclones, frentes frias e ondas de frio chega a afetar mais de 1 milhão de pessoas.

   

As consequências emocionais, socioeconômicas e culturais sofridas por pessoas em áreas afetadas pelo fenômeno podem não aparecer nas estatísticas tradicionais, mas mostram como a crise climática prejudica o cotidiano das comunidades afetadas não apenas com prejuízos financeiros.

Quais os ciclones mais fortes no Brasil?

Furacão Catarina (2004)

   

Em março de 2004, o Sul de Santa Catarina e o litoral do Rio Grande do Sul receberam o primeiro furacão já registrado em território brasileiro: Catarina. Antes um ciclone extratropical, o Catarina se transformou em um ciclone tropical (também chamado de furacão ou tufão) e teve rajadas de vento que chegaram a alcançar 180km/h. O fenômeno causou 11 mortes, desabrigou 26,4 mil pessoas e trouxe prejuízos de ao menos R$ 800 milhões em atividades agrícolas, pesqueiras, turísticas, industriais e comerciais.

    

Ciclone-Bomba (2010)

   
Com rajadas de vento de até 168km/h, o ciclone-bomba de 2020 afetou Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, causando 17 mortes e deixando cerca de 1,9 milhões de pessoas sem energia elétrica nos três estados. O ciclone-bomba se diferencia de um ciclone comum por sofrer uma queda rápida de pressão em seu interior, o que causa intensificação da tempestade e dos efeitos deste fenômeno climático.
    

Ciclone Extratropical no Rio Grande do Sul (2023)

  
Municípios ao Norte do Rio Grande do Sul e ao Oeste Catarinense foram afetados por um ciclone com rajadas de vento entre 50 a 110km/h, agravado após a formação de uma frente fria e de correntes de jato que trouxeram chuvas e granizo. O evento ocorreu em setembro de 2023 e registrou 54 mortes no estado gaúcho.
    

Tornado no Paraná (2025)

   
devastação pós-tornado em rio bonito do iguaçu. ilustra matéria sobre ciclones mais fortes no Brasil
Tornados também são classificados como ciclones, tendo características que tornam sua duração menor e sua intensidade maior que a de um ciclone considerado comum. Em novembro de 2025, ventos de até 330km/h atingiram a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no interior paranaense.
    
O tornado deixou seis mortos e desalojou mais de mil moradores da região; após a passagem no Paraná, os ventos também se deslocaram para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo, causando ventanias de até 100km/h e ressaca marítima.
    

Ciclone em Santa Catarina (2025)

   
alagamento em bombinhas, litoral norte catarinense, em dezembro de 2025. ilustra matéria sobre os ciclones mais fortes no Brasil
Um ciclone atingiu a região da Grande Florianópolis em dezembro de 2025, deixando três mortos e causando ressaca marítima no litoral. Trazendo muita chuva em um curto período de tempo – foram 137mm de chuva acumulada -, o fenômeno registrou rajadas de vento de 94km/h e provocou enchentes e falta de luz na região.



26/03/2026 – Rádio Cidade FM

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