⚖️ Violência vicária: quando o agressor usa quem você ama para ferir você

Uma nova forma de violência contra a mulher passou a ganhar nome e espaço na lei brasileira: a violência vicária. O termo, que até então era mais usado por especialistas e na psicologia, foi incluído no debate jurídico após aprovação de um projeto na Câmara dos Deputados que altera a Lei Maria da Penha, o Código Penal e a Lei de Crimes Hediondos.

   

A proposta reconhece oficialmente uma prática cruel: quando o agressor não atinge diretamente a mulher, mas escolhe pessoas próximas a ela — principalmente filhos — para causar dor, controle ou punição emocional.


🧠 O que é violência vicária?

   

A violência vicária acontece quando o agressor:

  • Ataca filhos, pais ou pessoas próximas
  • Usa essas vítimas como forma de atingir emocionalmente a mulher
  • Busca controle, vingança ou punição indireta
   

O conceito vem da ideia de “substituição”: o sofrimento não é causado diretamente à mulher, mas através de alguém que ela ama.

Na prática, isso pode incluir:

  • Ameaças envolvendo filhos
  • Manipulação emocional (“vou tirar seu filho de você”)
  • Agressões físicas ou psicológicas contra crianças
  • Casos extremos, como violência letal
   

⚠️ Por que isso virou lei agora?

   

Até então, esse tipo de violência não tinha tipificação clara no Código Penal. Isso significava que:

  • Os casos dependiam da interpretação de autoridades
  • Muitas situações não eram tratadas com a gravidade adequada
  • Faltavam mecanismos específicos de prevenção
   

Com a mudança, o Estado passa a:

  • 🔎 Identificar melhor o risco em casos de violência doméstica
  • 🛑 Agir antes da escalada para crimes mais graves
  • ⚖️ Aplicar punições mais específicas e duras
    

Segundo a relatora do projeto, a tipificação ajuda a evitar que episódios de violência evoluam para tragédias.


📍 Casos reais acendem alerta

    

O debate ganhou força após casos recentes no Brasil, como o de um secretário municipal em Goiás, que matou os próprios filhos após um processo de separação — um exemplo extremo de como a violência vicária pode chegar ao nível mais grave.

Especialistas apontam que esse tipo de comportamento aparece, principalmente, em contextos de:

  • Separações conflituosas
  • Histórico de violência doméstica
  • Tentativas de controle sobre a mulher
   

⚖️ O que muda na prática?

   

O projeto prevê aumento de pena em situações mais graves, como:

  • Quando a mulher presencia o crime
  • Quando a vítima é:
    • 👶 criança ou adolescente
    • 👵 idosa
    • ♿ pessoa com deficiência
   

Nesses casos, a punição pode ser aumentada de 1/3 até metade da pena.


🗣️ Debate no Congresso

   

Durante a votação, houve críticas de parlamentares que questionaram o fato de a medida focar na proteção da mulher, argumentando sobre a possibilidade de situações inversas.

Ainda assim, o texto mantém o foco na violência de gênero, reconhecendo que esse tipo de prática ocorre, majoritariamente, em contextos de agressão contra mulheres.


💔 Mais do que um crime, um padrão de controle

    

A violência vicária revela algo profundo: o agressor não busca apenas ferir — ele busca atingir emocionalmente, destruir vínculos e exercer poder.

Ao reconhecer esse padrão, a lei dá um passo importante para proteger não só mulheres, mas também crianças e famílias inteiras que acabam no centro desse ciclo de violência.




26/03/2026 – Rádio Cidade FM

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