
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem até esta terça-feira (24) para decidir o futuro do chamado Projeto de Lei Antifacção, uma das principais apostas do governo na área de segurança pública.
A proposta já aprovada pelo Congresso endurece o combate ao crime organizado, mas enfrenta forte resistência de entidades de direitos humanos, que pedem veto — ao menos parcial — de alguns trechos.
O texto mira diretamente organizações criminosas, milícias e grupos armados com atuação violenta. Entre os principais pontos estão:
📌 A proposta também cria o conceito de “organização criminosa ultraviolenta”, ampliando o alcance da lei.
Além do endurecimento das penas, o projeto traz alterações importantes:
📌 A ideia central é aumentar o controle do Estado sobre facções e suas estruturas.
Apesar do discurso de combate ao crime, alguns trechos acenderam alerta:
📌 Críticos dizem que essas medidas podem atingir pessoas sem condenação definitiva.
Organizações como a Rede Justiça Criminal defendem que partes do projeto violam princípios constitucionais.
Segundo as entidades:
Em articulação internacional, grupos também levaram críticas à Organização das Nações Unidas, apontando possível conflito com normas de direitos humanos.
Na carta enviada à ONU, entidades afirmam que o projeto:
📌 Para os críticos, a proposta segue na contramão de diretrizes internacionais.
A expectativa é que o presidente sancione o projeto ainda hoje, mas não está claro se haverá vetos — e quais pontos podem ser barrados.
📌 O desfecho pode definir os rumos da política de segurança pública no Brasil nos próximos anos.
