
Quase quatro em cada dez casos de câncer poderiam ser evitados com mudanças simples no estilo de vida. A conclusão aparece em análises epidemiológicas publicadas na revista científica CA: A Cancer Journal for Clinicians, uma das mais respeitadas na área de oncologia.
Segundo pesquisadores, fatores modificáveis — como tabagismo, alimentação, peso corporal e consumo de álcool — têm papel direto no surgimento de diversos tipos de tumor.
Dados do National Cancer Institute indicam que quase 6 milhões de mortes por câncer foram evitadas entre 1975 e 2020, graças à prevenção, diagnóstico precoce e avanços no tratamento.
Especialistas apontam sete hábitos comprovados pela ciência que ajudam a reduzir o risco da doença.
O tabagismo é a principal causa evitável de câncer e está ligado a pelo menos 17 tipos da doença, incluindo pulmão, boca, garganta e pâncreas.
A boa notícia: dez anos após parar de fumar, o risco de vários desses cânceres pode cair pela metade.
A obesidade está associada a cerca de 7,6% dos casos de câncer. O excesso de gordura corporal pode aumentar hormônios e inflamações que favorecem tumores como:
mama
fígado
rim
cólon
pâncreas
Dietas ricas em ultraprocessados e carnes processadas aumentam o risco de câncer, especialmente o colorretal.
Por outro lado, consumir mais frutas, verduras, grãos integrais, peixes e oleaginosas pode reduzir significativamente esse risco.
Exercícios regulares ajudam a prevenir pelo menos nove tipos de câncer, incluindo mama e intestino.
Estudos indicam que dezenas de milhares de casos poderiam ser evitados por ano se a população fosse mais ativa.
O álcool está associado a pelo menos sete tipos de câncer, como os de fígado, esôfago, intestino e mama.
Mesmo o consumo moderado já aumenta o risco.
Algumas infecções podem causar câncer. O principal exemplo é o HPV, responsável pela maioria dos casos de câncer do colo do útero e por tumores de garganta e ânus.
A vacinação também ajuda a prevenir infecções como as causadas pelos vírus da hepatite B e C, ligados ao câncer de fígado.
A radiação ultravioleta é a principal causa de câncer de pele e está associada a cerca de 92% dos casos de melanoma, o tipo mais agressivo da doença.
Entre as medidas de proteção estão:
usar protetor solar
evitar exposição ao sol no horário mais forte
usar chapéus e roupas de proteção
evitar câmaras de bronzeamento artificial
Especialistas reforçam que nunca é tarde para começar a mudar hábitos. Pequenas atitudes, mantidas ao longo do tempo, podem reduzir significativamente o risco de desenvolver câncer.
