Uma publicação da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil traz um tom de preocupação com minerais críticos. A mensagem tem ar de provocação e o país sul-americano já está no radar dos norte-americanos e não é de hoje.
O Brasil é o segundo maior reservatório de terras raras, com cerca de 25 milhões de toneladas. Só perde para a China, com 45 milhões de toneladas. Lá a extração e comercialização já é prática. No Brasil, ainda está em fase de estudos e preservação.
Para se ter uma ideia, em 2024 houve um aumento de 291% nas pesquisas sobre terras raras brasileiras. Agora, surge a possibilidade de parcerias entre o Brasil e o Japão para explorar as jazidas.
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) diz que os minerais estão em 12 estados. As rochas alcalino-carbonáticas têm maior incidência em Araxá (MG), Tapira (MG), Catalão (GO). Já a argila iônica, ligada às alcalinas, foi detectada em Poços de Caldas (MG) e Seis Lagos (AM).
Mensagem da Embaixada dos Estados Unidos surge após anúncio de novas parcerias globais
A publicação da Embaixada dos Estados Unidos não cita o Brasil, mas os norte-americanos demonstram interesse nos minerais para atender a demanda global e estimulam que nações detentoras possam “negociar”, talvez por perceberem avanço em conversas com japoneses.
“Com o fornecimento concentrado em poucos países, diversificar parcerias e cadeias de suprimento é chave para reduzir riscos e fortalecer a economia global.”
O texto da Embaixada dos Estados Unidos traz como principais preocupações a falta de insumos para baterias, carros elétricos, satélites, aviões e sistemas de defesa que dependem dos minerais críticos.
Na publicação, o governo dos Estados Unidos diz que o fato de poucos países dominarem as terras raras, oferece risco à economia global. O assunto pode estar na pauta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com Donald Trump. O encontro entre os dois estava previsto para março, mas foi cancelado.