
Segundo economistas, países em desenvolvimento costumam apresentar taxas de crescimento mais altas para acelerar o avanço econômico. No caso brasileiro, o resultado de 2025 foi o menor desde a pandemia de Covid-19, quando o país registrou queda de –3,3% em 2020.
Embora o início de 2025 tenha sido positivo, a economia perdeu ritmo ao longo dos meses.
📈 1º trimestre: crescimento de 1,5%
📉 2º trimestre: crescimento de 0,3%
📉 3º trimestre: crescimento de 0,1%
📉 4º trimestre: crescimento de 0,1%
Esse movimento mostra uma desaceleração progressiva da atividade econômica durante o ano.
Em valores totais, o PIB brasileiro atingiu R$ 12,7 trilhões em 2025, enquanto o PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% em relação ao ano anterior.
Especialistas apontam alguns fatores que ajudam a explicar o desempenho mais fraco da economia.
Segundo o economista João Victor Silva, a recuperação após a pandemia foi impulsionada principalmente por gastos públicos, sem que houvesse aumento significativo da capacidade produtiva do país.
Entre os problemas apontados estão:
baixo investimento em infraestrutura
poucos avanços na educação e qualificação profissional
crescimento puxado por estímulos temporários
Esse cenário pode gerar um crescimento considerado “artificial”, que não se sustenta no longo prazo.

Mesmo com a desaceleração geral, alguns setores tiveram desempenho positivo em 2025.
📈 Agronegócio: crescimento de 11,7%
📈 Consumo das famílias: aumento de 1,3%
De acordo com a economista Adriana Fausto, a melhora no mercado de trabalho e o aumento dos salários ajudaram a impulsionar o consumo.
Ainda assim, ela afirma que faltaram investimentos públicos estruturais para sustentar um crescimento mais robusto.
Outro fator que pesa sobre a economia é a taxa básica de juros do país, a Taxa Selic, definida pelo Banco Central do Brasil.
Juros elevados têm dois efeitos principais:
✔️ ajudam a controlar a inflação
❌ encarecem o crédito para empresas e consumidores
Isso reduz investimentos e consumo, desacelerando a economia.
Para 2026, o Banco Central projeta crescimento de aproximadamente 1,6%, número ainda considerado modesto.

Especialistas afirmam que países emergentes costumam crescer entre 5% e 6% ao ano quando estão avançando em ritmo acelerado de desenvolvimento.
A professora da Fundação Getulio Vargas, Carla Beni, explica que dois fatores principais travam o crescimento brasileiro:
juros reais elevados
baixo investimento público
Grande parte do orçamento nacional acaba direcionada ao pagamento da dívida pública, reduzindo os recursos disponíveis para áreas como:
infraestrutura
educação
habitação
saúde
Sem esses investimentos, a economia tende a crescer lentamente.
📊 Crescimento do PIB nos últimos anos:
2025: 2,3%
2024: 3,4%
2023: 3,2%
2022: 3,0%
2021: 4,8%
2020: –3,3%
2019: 1,2%
2018: 1,8%
2017: 1,3%
2016: –3,3%
2015: –3,5%
Os dados mostram que o país enfrenta dificuldades para manter um crescimento econômico forte e contínuo.
O Produto Interno Bruto (PIB) é considerado o principal indicador da economia de um país.
Ele representa a soma de todos os bens e serviços produzidos em determinado período, funcionando como um termômetro para medir se a economia está crescendo ou encolhendo.
No cálculo entram setores como:
indústria
agricultura
comércio e serviços
Também é possível medir o PIB pelo lado da demanda, somando:
consumo das famílias
investimentos das empresas
gastos do governo
exportações
✅ Resumo:
Apesar de registrar crescimento em 2025, o Brasil avançou apenas 2,3%, ritmo considerado baixo para uma economia emergente. Especialistas apontam juros elevados, baixo investimento em infraestrutura e limitações estruturais como fatores que dificultam um crescimento mais acelerado e sustentável.
