
O Brasil registrou uma das menores taxas de desemprego da história recente, mas milhões de pessoas ainda seguem em busca de trabalho. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que cerca de 5,9 milhões de brasileiros estavam procurando emprego no trimestre encerrado em janeiro de 2026.
A taxa oficial de desocupação ficou em 5,4%, mantendo o mesmo nível do trimestre anterior e marcando o menor índice desde o início da série histórica atual, em 2012.
As informações fazem parte da PNAD Contínua, considerada a principal pesquisa sobre o mercado de trabalho no país.
A PNAD Contínua analisa o mercado de trabalho brasileiro a partir de uma grande amostra da população.
A pesquisa visita aproximadamente:
211 mil domicílios
em cerca de 3.500 municípios
a cada trimestre
Com esses dados, o instituto consegue estimar a situação de emprego, desemprego e renda da população brasileira.
Segundo o levantamento, o país alcançou 102,7 milhões de pessoas ocupadas, o maior número desde o início da série comparável em 2012.
Esse indicador considera todos que estão trabalhando, incluindo:
empregados do setor público ou privado
trabalhadores com ou sem carteira assinada
profissionais autônomos
empregadores
trabalhadores domésticos
familiares que ajudam em negócios da família
O chamado nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas trabalhando entre aquelas em idade ativa, chegou a 58,7% da população.
Apesar de ainda haver milhões de pessoas procurando trabalho, houve melhora significativa no último ano.
Comparando com o mesmo período de 2025:
o número de desempregados caiu 17,1%
cerca de 1,2 milhão de pessoas deixaram a condição de desocupação
Esse resultado indica uma recuperação gradual do mercado de trabalho, segundo economistas.
Para o IBGE, desempregado não é simplesmente quem está sem trabalhar.
A pessoa precisa atender a três critérios:
ter 14 anos ou mais
não estar trabalhando
estar procurando emprego
Quem não trabalha e não procura emprego não entra na taxa oficial de desemprego.

Existe ainda um grupo chamado de desalentados.
Essas são pessoas que:
gostariam de trabalhar
estariam disponíveis para trabalhar
mas desistiram de procurar emprego
Entre os motivos mais comuns estão:
falta de vagas na região
falta de qualificação
idade considerada inadequada pelo mercado
falta de experiência
Atualmente, o Brasil tem cerca de 2,7 milhões de desalentados.
O número ficou estável no trimestre, mas caiu 15,2% em relação ao ano passado, o que representa 476 mil pessoas a menos nessa situação.
Especialistas apontam que os dados mostram um mercado de trabalho aquecido, com mais pessoas empregadas.
Mas ainda existem desafios importantes, como:
informalidade elevada
baixa renda em muitos setores
desigualdade regional no acesso ao emprego
Ou seja, mesmo com a taxa de desemprego em queda, o desafio agora é melhorar a qualidade dos empregos e aumentar a renda da população.
✔ Resumo dos dados mais recentes
Pessoas procurando trabalho: 5,9 milhões
População ocupada: 102,7 milhões
Desalentados: 2,7 milhões
