
No ofício encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, Nikolas Ferreira argumenta que há “eventual relação” entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro que precisaria de esclarecimento institucional.
O deputado cita reportagens que trouxeram prints de mensagens atribuídas ao empresário, nas quais ele teria procurado o ministro em dia de prisão, para tratar de negócios envolvendo o Banco Master e de questões ligadas a processos sob sigilo. Segundo o parlamentar, essas informações “sugerem a existência de possíveis interações e circunstâncias que merecem esclarecimento” para preservação da confiança pública nas instituições.
A representação pede que a PGR adote as “medidas investigativas cabíveis” caso identifique indícios de crimes ou de interferência em apurações conduzidas pela Justiça e pela Polícia Federal. Nikolas afirma que, se no curso das diligências surgirem elementos que apontem risco à ordem pública, à conveniência da instrução processual ou à aplicação da lei penal, o Ministério Público deve considerar medidas cautelares pessoais mais duras. Entre essas hipóteses, ele inclui, “se presentes os requisitos legais”, a decretação de prisão preventiva do investigado.
De acordo com essas publicações, Vorcaro teria relatado ao ministro a tentativa de antecipar negociações para “salvar” o Banco Master, mencionando transações com investidores e movimentos