
De acordo com dados recentes de vigilância epidemiológica, o Brasil já registrou dezenas de casos em 2026, o que reacendeu a curiosidade e as dúvidas da população.
Para esclarecer os principais pontos, infectologistas explicam como ocorre a transmissão, quais são os sintomas e quando é necessário procurar atendimento médico.

A mpox pode evoluir para casos graves, mas especialistas afirmam que o risco de morte é considerado baixo para a maioria das pessoas.
Segundo infectologistas da Sociedade Brasileira de Infectologia, as formas mais graves costumam ocorrer principalmente em pessoas com imunidade comprometida, como:
pacientes com HIV sem tratamento
transplantados
pessoas em tratamento contra câncer
indivíduos com doenças que afetam o sistema imunológico
Nos surtos mais recentes no mundo, a taxa de mortalidade geralmente ficou abaixo de 1%.
Ou seja, a maioria dos casos evolui de forma leve ou moderada e se resolve sem complicações graves.

A transmissão não ocorre pelo ar de forma fácil, como acontece com doenças altamente contagiosas, como o sarampo ou a covid-19.
A principal forma de contágio é o contato direto com:
lesões na pele
secreções
mucosas da pessoa infectada
Existe possibilidade de transmissão por gotículas respiratórias, mas isso normalmente exige contato muito próximo e prolongado, como permanecer por muito tempo frente a frente com alguém infectado.
Sim, o beijo pode transmitir mpox.
Pesquisas já identificaram o vírus na saliva, além de lesões que podem surgir dentro da boca ou ao redor dos lábios.
Por isso, o contato de mucosas durante o beijo pode facilitar a transmissão, principalmente se houver:
feridas na boca
lesões no rosto
sintomas ativos da doença
Especialistas recomendam evitar esse tipo de contato até que qualquer lesão suspeita seja avaliada por um médico.
A mpox não é considerada uma infecção sexualmente transmissível clássica, como sífilis ou HIV.
No entanto, muitos casos ocorrem durante contato íntimo, inclusive durante relações sexuais.
Isso acontece porque o vírus se espalha com facilidade quando existe:
contato pele a pele
proximidade prolongada
contato com lesões ou secreções
Os especialistas reforçam que qualquer pessoa pode se infectar, independentemente de orientação sexual ou grupo social.

A doença geralmente começa como uma virose comum, com sintomas como:
febre
dor de cabeça
dores no corpo
cansaço
aumento dos gânglios (ínguas)
Depois de alguns dias surgem lesões na pele, que passam por diferentes fases:
pequenas bolhas
pústulas com pus
formação de crostas
Algumas pessoas apresentam poucas lesões, enquanto outras podem ter várias espalhadas pelo corpo.
A mpox costuma durar entre duas e quatro semanas.
A transmissão pode ocorrer enquanto houver lesões ativas na pele.
O risco diminui quando:
todas as crostas caem
a pele cicatriza completamente
Por isso, médicos costumam recomendar isolamento por cerca de 21 dias.
Na maioria dos casos, o tratamento é apenas de suporte, com medidas para aliviar os sintomas:
controle da febre
medicamentos para dor
cuidados com as lesões da pele
Existe também um antiviral chamado tecovirimat, usado principalmente em casos graves ou pacientes de maior risco.
Atualmente, a vacina contra mpox não está disponível para toda a população.
A imunização é direcionada principalmente para grupos prioritários, como:
pessoas vivendo com HIV com imunidade baixa
pessoas em uso de PrEP
profissionais de laboratório que manipulam o vírus
pessoas com exposição confirmada ao vírus
A estratégia de saúde pública é proteger quem tem maior risco de complicações ou maior exposição ao vírus.
