´Bonito e popular’: como o mentor do estupro coletivo no Rio usava status para atrair vítimas

Adolescente de 17 anos é apontado como o ‘maior responsável’ por planejar emboscadas contra estudantes em Copacabana estupro coletivo em Copacabana Um adolescente de 17 anos é apontado pela Polícia Civil como o mentor e principal articulador de um estupro coletivo contra uma jovem da mesma idade em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no dia 31 de dezembro. Segundo as investigações, o menor (que é ex-namorado da vítima) utilizava sua popularidade e aparência para ganhar a confiança de estudantes e atraí-las para emboscadas. O caso do estupro coletivo em Copacabana, que chocou o Rio de Janeiro e o Brasil, aguarda agora uma decisão da Justiça para definir se o jovem será internado provisoriamente por ser menor de idade. Os quatro homens presos pela polícia por suspeita de envolvimento no estupro coletivo em CopacabanaFoto: Divulgação/Polícia Civil/ND Mais 

Estupro coletivo em Copacabana: a embocada feita pelo menor

De acordo com o delegado Ângelo Lages, responsável pelo caso, o crime ocorreu no dia 31 de janeiro. O adolescente convidou a ex-namorada para ir à casa de um amigo. Ao chegarem ao prédio, ele sugeriu que fariam “algo diferente”, proposta que a jovem recusou de prontidão.

A recusa, no entanto, não impediu o ataque. No interior do apartamento, a vítima foi levada a um quarto e trancada com o grupo de acusados, onde foi agredida e estuprada. Para a polícia, não há dúvidas de que o menor planejou toda a ação sob o pretexto de um encontro casual. 

Modus operandi e outras vítimas

As investigações do estupro coletivo em Copacabana revelaram que o comportamento do adolescente não foi um fato isolado. O delegado destaca que ele utilizava um padrão de ataque – o chamado modus operandi – com outras estudantes, sempre menores de 18 anos. 
  • O perfil: o jovem era considerado “popular” no ambiente escolar.
  • A tática: Ele usava o status e a beleza para atrair as meninas para o apartamento de amigos.
  • A recorrência: Uma menina de apenas 14 anos também relatou ter sido vítima da mesma emboscada. Em depoimento, ela contou que chorou durante todo o crime, mas os agressores não pararam.
“O mesmo modus operandi, porque ele, ao que tudo indica, era um garoto popular no colégio. As meninas de alguma forma gostavam de ficar com ele, por ele ser popular, por acharem ele bonito. Então ele tinha confiança das meninas. Então ele era o responsável por atrair essas meninas para o apartamento. E chegando no apartamento elas eram submetidas a esse tipo de crime”, disse.Apesar de ser apontado pela polícia como o “maior responsável” pelos crimes por organizar as emboscadas, como o estupro coletivo em Copacabana, o mentor enfrenta uma contradição legal.Por ser menor de idade, o delegado Ângelo Lages pontua que, embora ele devesse ser o maior responsabilizado, a tendência é que ele receba a menor punição em comparação aos adultos envolvidos, devido às limitações do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).  



05/03/2026 – Rádio Cidade FM

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