Nova regra do Pix já está em vigor e amplia bloqueio e rastreamento de valores

Desde fevereiro, estão valendo em todo o país as novas regras de segurança do Pix determinadas pelo Banco Central do Brasil.

A principal mudança envolve o fortalecimento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para recuperar valores transferidos em casos de golpe ou fraude.

Com a atualização, chamada informalmente de “MED 2.0”, bancos passam a ter mais poder para rastrear, bloquear e recuperar dinheiro desviado, inclusive quando o valor já foi movimentado para outras contas.


📌 O que é o MED e por que ele foi atualizado?

 

O MED foi criado em 2021, logo após a popularização do Pix, para permitir que vítimas de fraude pudessem solicitar a devolução de valores.

Pix: sistema do BC ajuda vítimas de golpes a recuperar o dinheiro perdido –  SEEB Santos e Região

Agora, com o novo modelo:

✔ O sistema rastreia o dinheiro mesmo se ele for transferido rapidamente para outras contas
✔ O bloqueio pode ocorrer de forma mais ágil
✔ Bancos passam a compartilhar informações sobre a movimentação
✔ A contestação pode ser feita direto no aplicativo

O objetivo é reduzir o sucesso de golpes e aumentar as chances de recuperação do dinheiro.


🔎 O que muda na prática para o usuário?

 

1️⃣ Rastreamento ampliado

 

Antes, o bloqueio se limitava à conta que recebeu o valor inicialmente. Agora, o sistema pode acompanhar o trajeto do dinheiro por contas intermediárias.

2️⃣ Bloqueio mais rápido

 

Após a denúncia, os recursos podem ser bloqueados imediatamente na conta suspeita.

3️⃣ Prazo estimado de devolução

 

A expectativa é que o processo seja concluído em até 11 dias após a contestação, se a fraude for confirmada.

4️⃣ Botão de contestação no app

 

Desde outubro do ano passado, os bancos foram obrigados a incluir um botão específico para contestar Pix diretamente pelo aplicativo.


⚠️ Atenção: em quais casos a regra vale?

 

O Banco Central esclarece que o MED só pode ser usado em situações de:

  • Fraude confirmada ou suspeita

  • Golpe

  • Coerção

  • Falha operacional da instituição financeira

 

📌 Importante: o mecanismo não se aplica quando o próprio usuário envia o Pix para a pessoa errada por erro de digitação.


🛠 Como funciona a contestação passo a passo?

 

Em caso de golpe, o cliente deve:

1️⃣ Contestar a transação imediatamente pelo aplicativo ou canais oficiais do banco
2️⃣ O banco de origem comunica a instituição recebedora em até 30 minutos
3️⃣ O valor é bloqueado na conta suspeita
4️⃣ As instituições analisam o caso
5️⃣ Se a fraude for confirmada, o valor é devolvido
6️⃣ Se não houver indícios, o dinheiro é liberado ao recebedor

Quanto mais rápido o registro da contestação, maiores as chances de recuperação.


📊 A nova regra pode afetar limites de transação?

 

As mudanças atuais estão focadas principalmente em segurança e rastreamento, mas fazem parte de um conjunto mais amplo de ajustes que o Banco Central vem promovendo desde a criação do Pix.

Limites noturnos e personalização de valores continuam sendo definidos pelas instituições financeiras, conforme regras já existentes.


🛡 Por que a mudança é importante?

 

O Pix se tornou o meio de pagamento mais utilizado no Brasil. Com isso, golpes também cresceram.

A atualização busca:

✔ Diminuir prejuízos financeiros
✔ Aumentar a confiança no sistema
✔ Tornar o bloqueio mais eficiente
✔ Reduzir o tempo de resposta das instituições

 

📌 Conclusão

 

A nova regra não muda a forma como o Pix é usado no dia a dia, mas fortalece a proteção contra fraudes.

Para o usuário, o principal recado é claro:
em caso de golpe, conteste imediatamente pelo aplicativo do seu banco.




03/03/2026 – Rádio Cidade FM

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