O que diz a defesa de Lulinha após deputado pedir prisão preventiva à PGR

O pedido de prisão foi feito por Ubiratan Sanderson (PL-RS), com base nas delações premiadas de ex-dirigentes do INSS Na tarde desta quarta-feira (25), o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) protocolou um pedido na PGR (Procuradoria-Geral da República) solicitando a prisão preventiva do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com base nas delações premiadas de ex-dirigentes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). De acordo com a coluna de Andreza Matais e André Shalders, do Metrópoles, a defesa do filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ingressou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir acesso às investigações sobre desvios de dinheiro de aposentados e pensionistas do INSS. O objetivo é saber se Lulinha está ou não sendo investigado no âmbito do caso das fraudes no instituto, que tem como relator o ministro André Mendonça. O ministro André Mendonça. 

Mas, afinal, o que diz a defesa de Lulinha após o pedido de prisão protocolado pelo parlamentar? Veja a íntegra a seguir.

O que diz a defesa de Lulinha

Em nota à coluna do Metrópoles, a defesa de Lulinha afirmou que ele “não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”. Segundo o jornal, esta é a primeira vez que ele comenta o tema por meio de advogados constituídos. O advogado Guilherme Suguimori Santos redigiu a carta de defesa:“São Paulo, 25 de fevereiro de 2026.Recebemos com surpresa a matéria veiculada no Metrópoles afirmando que um ex-procurador e um ex-diretor do INSS teriam fechado acordo de delação premiada delatando ‘Fábio Luís Lula da Silva e políticos do centrão’. A matéria não informa nenhum dado concreto sobre o que seria delatado e qual a suposta e alegada participação de Fábio, o que impede qualquer esclarecimento além do fato de que Fábio Luís não conhece esses indivíduos e jamais teve com eles qualquer tipo de relação, financeira, pessoal ou profissional. Fábio não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa.As negociações de acordos de delação são sigilosas por previsão legal e jurisprudencial, tornando inverificável a sua existência – factóide que foi negado pela defesa de um dos supostos delatores – e a confirmação de seu conteúdo, que foi meramente mencionado sem apresentação de fatos ou detalhes. A publicação desse dado vazio na véspera de sessão da CPMI que notoriamente vem discutindo medidas relativas a Fábio Luís naquele procedimento será fatalmente utilizada para fins políticos antes de sua confirmação, escancarando a irresponsabilidade de setores com interesses específicos e políticos.Lamentamos que mais uma vez o nome de Fábio Luís Lula da Silva esteja sendo utilizado indevidamente com interesses escusos, em mais uma tentativa de atingir indiretamente o governo. Todas as afirmações levianas do passado se comprovaram falsas, o que acontecerá também neste caso. Finalmente, reitero que diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos de uma investigação em andamento, entendi ser necessário requerer ao STF acesso à investigação, tendo Fábio se colocado à disposição daquele Tribunal para prestar qualquer esclarecimento eventualmente necessário após ter conhecimento do que existe (ou não existe) naqueles autos – acesso esse que ainda não lhe foi concedido, o que impede qualquer outra manifestação atual, uma vez que trabalhamos com fatos e provas, não com o combate contra conjecturas inverificáveis.” A coluna do Metrópoles apurou ainda que o filho de Lula foi aconselhado pelos advogados a não prestar qualquer esclarecimento à CPMI do INSS.


26/02/2026 – Rádio Cidade FM

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