Federação PSOL-Rede vota contra o acordo, que cria a maior zona de livre comércio do mundo: “Brasil segue na periferia do capitalismo” A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (25) o
acordo comercial entre os blocos Mercosul e União Europeia. Após mais 25 anos de negociação, o tratado estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, que soma 720 milhões de habitantes.
Hugo Motta afirma que acordo Mercosul-UE coloca o Brasil “no topo da agenda comercial do mundo”Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/ND Mais
A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (25) o
acordo comercial entre os blocos Mercosul e União Europeia. Após mais 25 anos de negociação, o tratado estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, que soma 720 milhões de habitantes.
“Hoje a nossa Casa escreve um capítulo decisivo para nossa inserção no mercado global”, celebrou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). “Agora é hora de colher os frutos, de destravar o desenvolvimento e colocar o Brasil no topo da agenda comercial do mundo”.
O texto segue para votação no Senado. Para entrar em vigor, o acordo Mercosul-UE ainda depende da aprovação dos parlamentos da Argentina, Paraguai e Uruguai, além do
Parlamento Europeu, que pediu uma avaliação jurídica ao Tribunal de Justiça da União Europeia.
Hugo Motta afirma que acordo Mercosul-UE coloca o Brasil “no topo da agenda comercial do mundo”Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/ND Mais
A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (25) o
acordo comercial entre os blocos Mercosul e União Europeia. Após mais 25 anos de negociação, o tratado estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, que soma 720 milhões de habitantes.
“Hoje a nossa Casa escreve um capítulo decisivo para nossa inserção no mercado global”, celebrou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). “Agora é hora de colher os frutos, de destravar o desenvolvimento e colocar o Brasil no topo da agenda comercial do mundo”.
O texto segue para votação no Senado. Para entrar em vigor, o acordo Mercosul-UE ainda depende da aprovação dos parlamentos da Argentina, Paraguai e Uruguai, além do Parlamento Europeu, que pediu uma avaliação jurídica ao Tribunal de Justiça da União Europeia.
O
acordo Mercosul-UE, assinado em 17 de janeiro, prevê a redução gradual de tarifas de importação para diversos setores. O Mercosul zerará os impostos sobre 91% dos produtos europeus em até 15 anos, já a União Europeia zerará sobre 95% dos bens latino-americanos em até 12 anos.
PSOL e Rede se manifestam contra o acordo Mercosul-UE: ‘Capitalismo desigual’
A votação simbólica na Câmara teve voto contrário da federação PSOL-Rede. Os deputados argumentaram que o acordo Mercosul-UE é assimétrico porque os países da América do Sul exportarão commodities, como soja e minério, enquanto os países europeus venderão tecnologia com alto valor agregado.
Hugo Motta afirma que acordo Mercosul-UE coloca o Brasil “no topo da agenda comercial do mundo”Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/ND Mais
A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (25) o
acordo comercial entre os blocos Mercosul e União Europeia. Após mais 25 anos de negociação, o tratado estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, que soma 720 milhões de habitantes.
“Hoje a nossa Casa escreve um capítulo decisivo para nossa inserção no mercado global”, celebrou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). “Agora é hora de colher os frutos, de destravar o desenvolvimento e colocar o Brasil no topo da agenda comercial do mundo”
O texto segue para votação no Senado. Para entrar em vigor, o acordo Mercosul-UE ainda depende da aprovação dos parlamentos da Argentina, Paraguai e Uruguai, além do Parlamento Europeu, que pediu uma avaliação jurídica ao Tribunal de Justiça da União Europeia.
PSOL e Rede se manifestam contra o acordo Mercosul-UE: ‘Capitalismo desigual’
A votação simbólica na Câmara teve voto contrário da federação PSOL-Rede. Os deputados argumentaram que o acordo Mercosul-UE é assimétrico porque os países da América do Sul exportarão commodities, como soja e minério, enquanto os países europeus venderão tecnologia com alto valor agregado.
Deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ) vê assimetria no acordo Mercosul-UEFoto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/ND Mais
“Ele é fruto do capitalismo que é desigual e que vai manter a desigualdade como princípio básico. Esse acordo tem a cara das classes dominantes, e não dos povos desses países”, criticou o líder do PSOL, deputado Tarcísio Motta (RJ). A deputada Fernanda Melchionna considera que o acordo Mercosul-UE “condiciona o Brasil como celeiro do mundo e importador de tecnologia agregada”. O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) defendeu “estimular acordos que não condenem a economia brasileira a seguir na periferia do capitalismo”.
26/02/2026 – Rádio Cidade FM