Erros de diagnóstico são comuns devido à semelhança das feridas do Mpox com espinhas e alergias; Brasil já registra 88 casos confirmados em 2026 A semelhança entre as lesões causadas pela Mpox e outras condições dermatológicas comuns,
como acne e herpes, dificulta o diagnóstico da infecção. Embora as feridas sejam o sinal mais claro da condição, o padrão de evolução varia e pode confundir os pacientes. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil já soma
88 casos confirmados da doença apenas nos primeiros meses de 2026 e preocupa a população de forma geral.
Como identificar e diferenciar a Mpox de outras infecções
Para diferenciar a Mpox de outros problemas dermatológicos, é preciso observar o padrão de evolução. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os sintomas costumam aparecer cerca de uma semana após o contato, mas o intervalo pode chegar a 21 dias.
Um estudo publicado no JAAD (
Journal of the American Academy of Dermatology) revelou que, em 54% dos pacientes, as lesões de pele surgem antes mesmo da febre. Elas costumam aparecer
primeiro no rosto e se espalham para áreas como palmas das mãos, solas dos pés, genitais e mucosas.
- Começam como manchas planas (máculas);
- Evoluem para pápulas (elevações firmes na pele, parecidas com espinhas);
- Se transformam em vesículas (bolhas com líquido) e pústulas (com pus);
- Formam crostas que secam e se desprendem.
Doenças que podem ser confundidas com Mpox
Devido ao aspecto das bolhas, a Mpox pode ser confundida com diversas condições. O diagnóstico laboratorial por meio do teste de PCR é o único método seguro para a confirmação, já que a infecção se assemelha a:
- Catapora e sarampo;
- Herpes e sífilis;
- Infecções bacterianas e escabiose (sarna);
- Reações alérgicas severas.
Panorama da doença no Brasil em 2026
O
balanço mais recente do Ministério da Saúde indica que o Brasil tem 88 casos confirmados, dois em análise e 171 suspeitos. A maioria das ocorrências se concentra em
São Paulo (63 registros), seguido pelo
Rio de Janeiro (15 casos).Outros estados com registros confirmados são Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1),
Santa Catarina (1) e o Distrito Federal (1). Até o momento, a predominância é de quadros leves ou moderados, sem registros de óbitos neste ano. Para comparação, 2025 encerrou mais de 1 mil casos e
duas mortes.
26/02/2026 – Rádio Cidade FM